Mantega rebate críticas de Skaf sobre a taxa de juros

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, rebateu hoje críticas do presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, de que, com os juros subindo, não vai haver estímulos para aumentar investimentos na economia. Em entrevista coletiva à imprensa, concedida como parte do lançamento da Política do Desenvolvimento Produtivo, Mantega afirmou que o Banco Central é responsável pela taxa Selic. "Nós tratamos aqui de ''n'' taxas de juros e estamos reduzindo essas taxas. Não me parece haver necessidade de ter o presidente do Banco Central aqui com a gente", disse Mantega.Ele comentou que o custo de capital no Brasil está caindo nos últimos cinco anos e citou não só o fato de a Selic ter ficado um longo período de tempo sem subir como também a abertura de capital de empresas na bolsa de valores. O ministro observou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está oferecendo financiamento para novas pesquisas, com juros fixos de 4,5% ao ano, e que o programa "Revitaliza", de financiamento a investimentos e exportações, oferece taxas nominais de 7% ao ano, que podem ser reduzidas ainda mais dependendo do cronograma de pagamento.Mantega comentou ainda que não sabe de onde vem as queixas à política fiscal e ao superávit primário. "Estamos fazendo 50% a mais de superávit primário este ano do que no ano passado. Estamos reduzindo a dívida, que chegou no menor patamar, em relação ao PIB, em março", acentuou. Ele comentou que o Banco Central "ficou três anos sem subir taxa de juros no Brasil, o que não é fácil". De acordo com Mantega, o País só conseguiu essas condições por estar fazendo uma política fiscal responsável.O ministro da Fazenda explicou também como será a redução de tributos para o setor de tecnologia de informação (TI) anunciada hoje. De acordo com ele, a redução da tributação será proporcional ao volume de exportações sobre a produção total. A cada 10% de exportações que uma empresa fizer sobre a sua produção poderá descontar 1 ponto porcentual da contribuição previdenciária patronal, que é de 20% sobre a folha de pagamentos. Se exportar 100%, a incidência previdenciária cairá para 10% da folha e deixará de pagar 3,1% do chamado sistema S, administrado pelas entidades de classe, como Fiesp e Firjan.Mantega considera que não há renúncia fiscal porque hoje "não há exportação dessa natureza". De qualquer forma, ele disse que o Tesouro Nacional vai cobrir a diferença para a previdência dos trabalhadores no setor para que isso não cause um déficit da Previdência.

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