Mantega retorna antes ao trabalho por causa de Lula

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicou hoje, ao chegar ao ministério, em Brasília, que antecipou para hoje seu retorno das férias - que terminariam na próxima segunda-feira (dia 21) - porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu cancelar o período de descanso que planejara e continuar trabalhando. Segundo a assessoria de imprensa do ministério, foram duas razões que levaram o ministro a retomar o trabalho mais cedo: a divulgação de um balanço da execução dos projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a reunião ministerial - ambas previstas para a próxima semana. O ministro, segundo assessores, teria pouco tempo para se preparar para esses dois eventos. Mantega disse que vai compensar no Carnaval, no início do mês que vem, os dias que não ficou de férias. À primeira pergunta sobre o motivo da antecipação da volta ao trabalho, Mantega respondeu brincando aos jornalistas: "Não agüentei de saudade de vocês".A Assessoria de Imprensa do Ministério da Fazenda informou que Mantega viajará à França no próximo dia 29 para uma série de reuniões com autoridades econômicas francesas e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). EUAO ministro da Fazenda afirmou hoje que há uma "interrogação" sobre a atual desaceleração da economia dos Estados Unidos é até que ponto ela afetará o mercado internacional de commodities. Se esse mercado for afetado, isso terá, segundo o ministro, repercussões na economia brasileira.Por enquanto, disse Mantega, não há repercussões no mercado de commodities, porque são as grandes economias emergentes que estão puxando o consumo. "Portanto, os preços (das commodities) continuam altos", afirmou o ministro. Na avaliação dele, se houver uma desaceleração da economia internacional, ou uma recessão nos Estados Unidos, isso poderá ter "alguma" conseqüência no Brasil, mas ela será "pequena"."O Brasil está muito bem posicionado para fazer frente a uma desaceleração da economia mundial, por causa do mercado interno", afirmou Mantega. Ele comentou que o que há é "uma crise no setor financeiro, bancário, principalmente americano e de outros países". E insistiu na avaliação de que, se o problema se transformar em uma crise da economia internacional, isso poderá ter "alguma conseqüência no Brasil".

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