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Mantega se diz satisfeito com acordo no G-20

Brasil e China divergiram sobre questão do câmbio, mas posição defendida pelo País prevaleceu 

Daniela Milanese, da Agência Estado,

19 de fevereiro de 2011 | 17h28

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, considerou positivo o acordo fechado hoje pelo G-20. "O Brasil está plenamente satisfeito porque (o texto) aponta alguns desequilíbrios externos que indicam que existe guerra cambial, que existem países com o cambio mais valorizado que outros, portanto vai na direção que o Brasil gostaria", afirmou.

Depois de ter cancelado a entrevista coletiva com a imprensa, o ministrou deu declarações a jornalistas em Paris. Segundo ele, o Brasil era favorável à inclusão da taxa de câmbio entre os parâmetros para avaliação dos desequilíbrios globais. Essa postura brasileira, até então, não aparecia explícita. A China, que como o Brasil compõe os Brics, era contra o critério cambial, já que mantém sua moeda controlada e desvalorizada.

Mantega já havia dito várias vezes que não existe apenas um país responsável pelos desequilíbrios globais. Chegou a criticar a política cambial da China, mas nunca deixou de mencionar os efeitos causados pela política monetária dos Estados Unidos.

Reservas internacionais

Também como o Brasil queria, as reservas internacionais foram descartadas como um parâmetro para avaliação dos desequilíbrios globais. Além disso, os quesitos servirão como recomendações aos países e não serão metas compulsórias. "O Brasil não cedeu em nada, tudo que está aí interessa ao Brasil", disse.

O ministro comemorou ainda a decisão do G-20 sobre as commodities. A França vinha defendendo a imposição de regras para segurar os preços dos alimentos e encontrou oposição do Brasil. Prevaleceu uma posição satisfatória ao País de que deve haver mais transparência no mercado de derivativos.

O debate sobre a regulação do mercado de matérias-primas acabou adiado e nenhuma iniciativa foi tomada pelo G-20 para a administração internacional de estoques de alimentos. Tanto que a ministra de Finanças da França, Christine Lagarde, afirmou que o grupo precisaria ir mais longe na questão da transparência e identificação dos estoques.

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