Mantega sinaliza com novo corte de juros

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, respondendo a uma pergunta sobre juros em entrevista há pouco, disse que o centro da meta de inflação para este ano é de 4,5% e a perspectiva para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - usado como referência para a meta de inflação - em 12 meses está em 4,16%. "Está abaixo da meta, então não preciso falar mais nada, né?", disse. Mantega afirmou que a trajetória dos juros é conhecida e que há vários meses o Copom vem baixando a taxa. Hoje, a Selic, a taxa básica de juros da economia, está em 16,5% ao ano. Ele destacou que os juros de longo prazo estão caindo e estão abaixo de 15% ao ano. Ele ressaltou que este juros de longo prazo é que dá o custo de investimento. Ele afirmou também que os gastos públicos estão sob controle e reafirmou que a meta do superávit primário - arrecadação menos despesas, exceto o pagamento de juros -, de 4,25% do PIB, será cumprida. Cenário eleitoral Mantega ironizou preocupações de economistas sobre o aumento dos gastos correntes. "Os economistas sempre têm que estar preocupados com alguma coisa, senão eles perdem o emprego, né?". Ele foi enfático ao dizer que as eleições não vão alterar a responsabilidade fiscal e o controle da inflação. De acordo com o ministro, a prova que a economia não será afetada pelas eleições, é a mudança do ministro da Fazenda. "Estou há cerca de uma semana e meia e a economia ficou absolutamente tranqüila. É uma prova de que a economia está madura, vacinada contra intempéries de caráter político". Mantega disse ainda que não considera que fez as pazes com o mercado, "porque não briguei - todos amadurecemos".

Agencia Estado,

07 Abril 2006 | 19h05

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