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Mantega: tensão nos mercados 'ainda não é crise'

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje em entrevista na portaria do Ministério da Fazenda que, apesar de os mercados terem iniciado o dia com muito nervosismo, agora à tarde houve uma melhora no humor dos investidores. "Houve efeito manada, mas ele se atenuou", disse Mantega, lembrando que o epicentro da crise está nos hedge funds que apostaram no mercado imobiliário norte-americano. Para o ministro, esta turbulência no Brasil está afetando mais o mercado acionário, mas avalia que a situação não afetará a economia real. "Ainda não é crise, é uma turbulência forte, em escala mundial, mas que não atinge a economia real", afirmou Mantega. Para o ministro, o maior risco desta crise é se afetar o crescimento econômico da China e Europa, que hoje, segundo ele, são os motores da economia mundial. Mas, na visão de Mantega, se isso ocorrer, o máximo que acontecerá para o Brasil é uma diminuição nos preços da commodities que vai levar a uma redução no saldo comercial. "Como temos saldo elevado, temos gordura e podemos experimentar uma redução no saldo comercial sem problemas", disse, destacando ainda que o ritmo de crescimento da economia brasileira tem sido determinado pelo mercado interno, que está indo bem.TesouroO ministro afirmou que o cancelamento do leilão de títulos públicos que seria realizado hoje ocorreu porque o Tesouro tem dinheiro em caixa (cerca de R$ 280 bilhões) e não precisa pagar taxas elevadas para fazer a rolagem da dívida. "O Tesouro não precisa pagar as taxas excepcionais que o mercado pede", disse Mantega, destacando que quando o mercado voltar à normalidade o Tesouro poderá fazer as emissões com taxas na casa de 10,7% ao ano, perante os cerca de 11,7% que estão sendo pedidos pelos investidores.

FABIO GRANER, Agencia Estado

16 de agosto de 2007 | 17h37

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