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Mantega tenta explicar na Câmara desvalorização do real

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse, nesta quarta-feira, 26, que as moedas estão em desvalorização frente ao dólar americano. "Temos hoje valorização do dólar e desvalorização da maioria das moedas, principalmente das moedas dos países emergentes". Mantega participa de audiência pública na Câmara dos Deputados, onde as perspectivas para a economia brasileira estão sendo discutidas.

LAÍS ALEGRETTI, ADRIANA FERNANDES E RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

26 de junho de 2013 | 10h48

Mantega citou ações do banco central americano, o Federal Reserve. "Temos hoje mudança na política do banco central americano, que começou a desativar estímulos monetários que estava concedendo", disse. Segundo ele, a instituição sinalizou mudança na sua postura. "Em função disso, os juros dos títulos americanos começaram a subir e criar uma saída de capitais do mundo todo para essa nova aplicação", disse. "Com isso, temos diminuição das aplicações financeiras do mundo todo", completou.

O ministro disse ainda que as bolsas de valores "têm caído consecutivamente nas últimas semanas, refletindo saída de capitais das bolsas, que se dirigem aos EUA". "Essa situação gera turbulência", afirmou. Isso não significa, diz ele, que a liquidez internacional diminuirá, porque nos últimos anos os países avançados despejaram grande volume de liquidez nos mercados. "Depois que essa situação acalmar, segundo Mantega, os capitais financeiros continuarão a circular entre países, embora, diz o ministro, deva haver "uma seleção para países com melhores condições."

Comércio internacional

Na avaliação de Mantega, o Brasil vive no "rastro" da crise mundial que começou em 2008 "e até agora não acabou". Ele afirmou que a economia americana está em lenta recuperação e que a economia europeia continua "mergulhada em recessão".

"Os países emergentes também têm desacelerado crescimento econômico e mesmo a China tem registrado desaceleração em seu crescimento, que chegou a ser 10 ou 11%, com previsão que continue desacelerando", disse.

O ministro também citou que as baixas taxas de crescimento se traduzem em queda ou crescimento fraco do comércio internacional. "Boa parte dos países depende do comércio internacional para crescer. O comércio internacional cresceu menos de 1% no ano passado e este ano a previsão é de crescimento fraco, o que significa que países exportadores estão disputando os mercados disponíveis."

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