Mantega vê com preocupação dados sobre crédito e spreads

Avaliação é de que os dados fortalecem o diagnóstico de que a retomada da atividade econômica está sendo atrapalhada pelo comportamento do crédito e do custo elevado dos financiamentos

Adriana Fernandes,

27 de março de 2012 | 17h43

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, não gostou dos dados divulgados nesta terça-feira, 27, pelo Banco Central sobre operações de crédito e spreads bancários no mês de fevereiro. Segundo fontes do Ministério da Fazenda ouvidas pela Agência Estado, a avaliação é de que os dados fortalecem o diagnóstico de que a retomada da atividade econômica está sendo atrapalhada pelo comportamento do crédito e do custo elevado dos financiamentos. Por isso, segundo as mesmas fontes, o governo está nesse momento discutindo medidas para a redução do spread bancário. Essa agenda será fortalecida e é hoje uma das prioridades do governo.

Em reunião fechada, ontem na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), o ministro demonstrou preocupação com o custo dos financiamentos e com a contenção do crédito pelos bancos privados. Em resposta à avaliação do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, de que os bancos privados estavam contraindo a oferta do crédito, Mantega disse que essa postura era "inoportuna" diante da situação econômica do País. Na contramão, afirmou Mantega, os bancos públicos vão agir ampliando o crédito e com custo mais barato para forçar a concorrência. Para o ministro, os spreads no Brasil são incompatíveis com o grau de segurança do sistema financeiro nacional.

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