Mantega vê condições para redução de compulsório

O ministro do Planejamento, Guido Mantega, afirmou hoje que as condições macroeconômicas já são suficientes para a redução dos depósitos compulsórios, como já foi feito com a taxa Selic na última reunião do Copom. ?Já existem condições para que a política monetária de modo geral seja mais favorável ao crescimento econômico do País", afirmou Mantega. Um dos principais indicadores para a queda do compulsório, segundo o ministro, é a "vitória sobre a inflação". A projeção do governo para a inflação anualizada para os próximos 12 meses é de 7%, de acordo com Mantega. Em novembro de 2002, a projeção anualizada era de 28%, fruto do surto inflacionário que o País vivia e que agora foi debelado. O ministro afirmou, no entanto, que a decisão sobre compulsório cabe exclusivamente ao Banco Central, que é a instituição que detém as equações mais precisas para determinar o movimento do compulsório. Para finalizar, o ministro admitiu que a continuidade da redução da Selic e a diminuição do compulsório fazem parte da estratégia a ser praticada pelas autoridades monetárias. Acordo Mantega disse que a prorrogação do acordo com o FMI será analisada apenas em setembro, levando em conta as necessidades do País naquele mês. "O governo ainda não pensa na renovação do acordo", afirmou o ministro. Segundo Mantega, o governo está tranqüilo em relação à visita da missão do FMI realizada nesta semana a Brasília. Mantega afirmou que a situação das contas externas do País é muito boa, a credibilidade voltou e não há riscos no horizonte. "A renovação do acordo não acontecerá à luz deste cenário. Mas é melhor esperarmos para ver como estará o quadro do País em setembro", ressaltou o ministro. Questionado sobre se a visita da missão do Fundo nesta semana será tão rápida quanto a última, Mantega brincou: "A visita não precisa ser rápida, a missão pode ficar para conhecer o Brasil, o tempo que quiser". Os funcionários do FMI estão no Brasil para avaliar as contas do País o superávit primário, o equilíbrio fiscal, a inflação e o risco Brasil.

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