Mantega vê queda de desembolso do BNDES como freio para economia

O presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), Guido Mantega, disse que a queda dos desembolsos no primeiro bimestre deste ano (32% sobre igual período de 2005) reflete a desaceleração da economia e, conseqüentemente, dos pedidos dos empresários por financiamento, no segundo semestre de 2005.Segundo ele, o desembolso é resultado de projetos aprovados cerca de seis meses atrás. "Dessa forma, o volume do começo deste ano mostra o nível de atividade econômica de 2005", explicou.Para este ano, as expectativas são positivas. Mantega afirmou que o aumento de 42% no valor das cartas-consulta enviadas ao BNDES, nos dois primeiros meses de 2006, demonstra o otimismo dos empresários para o ano. Ele destacou que essa percepção positiva está em sintonia com o cenário econômico, que é de retomada. O presidente lembrou que o IBGE mostrou crescimento de 7,5% na produção industrial em janeiro deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2005.De acordo com Mantega, o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer de 4% a 5% em 2006 e a produção da indústria deve evoluir entre 5% e 6%. Ele lembrou que, no primeiro semestre de 2005, os empresários acreditavam em um crescimento de 4% a 4,5% para o PIB naquele ano, o que não aconteceu - fechando em 2,3%. "Eles então colocaram o pé freio e reduziram os pedidos de financiamento no segundo semestre."

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