Mantega: vulnerabilidade externa é a menor da história

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, destacou hoje que, apesar do aumento do déficit da conta corrente do balanço de pagamentos do Brasil com o exterior, a vulnerabilidade externa do País é a menor de sua história. Isso ocorre, segundo ele, devido ao aumento crescente das reservas internacionais e à redução do endividamento externo. Essa combinação de fatores positivos faz com que a dívida externa líquida (contabilizando as reservas) em 12 meses seja hoje negativa em 3% do Produto Interno Bruto (PIB). Ou seja, as reservas são maiores que a dívida externa. "É a menor vulnerabilidade", destacou Mantega.

EDUARDO RODRIGUES E ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

27 de julho de 2010 | 14h55

Mantega argumentou ainda que o déficit em transações correntes deve ser amenizado, em parte, no segundo semestre do ano, devido às capitalizações já anunciadas de empresas brasileiras no mercado internacional. "Os IPOs (ofertas públicas de ações) previstos até o fim do ano devem trazer mais dólares para o Brasil", disse, destacando a operação que deve ser realizada até dezembro pela Petrobras.

O ministro também considerou que os embarques de commodities (matérias-primas) nos próximos seis meses devem fortalecer o saldo comercial. No entanto, ele ressaltou que a contribuição do resultado global das exportações para o equilíbrio das contas externas ainda depende da recuperação dos mercados internacionais, o que só deve ocorrer a partir de 2012.

Segundo o ministro, até lá o Brasil deve continuar apostando nas vendas de produtos básicos. Para ele, no momento, não é ruim o fato de que esses bens substituam os manufaturados na pauta de exportações brasileiras. "Houve uma reviravolta. Exportar commodities atualmente possibilita a apropriação de muito valor", completou.

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