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Mantega:reservas blindam País contra ataque especulativo

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta terça-feira, 29, pouco que no final do ano passado havia uma "tese dos cinco frágeis" sobre os Brics, na qual a previsão era de que os países do bloco emergente não se recuperaria da crise. Segundo ele, esse foi o tom do Fórum Econômico e Social de Davos, na Suíça. "Essa tese era equivocada e foi desmentida pela valorização do câmbios nesses países a partir de fevereiro", disse.

LAÍS ALEGRETTI, NIVALDO SOUZA E RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

29 de abril de 2014 | 12h37

A melhora a partir de fevereiro ocorreu depois que os Estados Unidos diminuíram estímulos para a economia, o que fortaleceu as moedas dos Brics. O real, de acordo com o ministro, se valorizou 8% nos últimos três meses. "Felizmente, a partir de fevereiro essa perspectiva melhorou. Voltou a ter uma certa calmaria nos mercados e o fluxo de investimentos voltou para os países emergentes", afirmou.

O ministro aproveitou para repetir que o Brasil é um País "sólido e bem preparado" para enfrentar turbulências no cenário econômico. Mantega argumentou que a entrada de Investimento Externo direto (IED) no Brasil mostra que o País tem atratividade para capitais externos. "São empresas que vêm investir no País, é capital de boa qualidade", disse. "Essas empresas que vêm para o Brasil são aquelas que confiam que o Brasil continuará crescendo, tendo mercado consumidor adequado e tem condições sólidas para enfrentar situações de stress na economia internacional."

Ele lembrou que o IED se mantém em alguns anos no patamar de US$ 65 bilhões. "Continuamos com esse mesmo fluxo forte. São quatro anos consecutivos que estamos nesse patamar, que é um dos maiores do mundo", disse. Mantega acrescentou, ainda, que de janeiro a março continua ocorrendo fluxo forte de IED.

O ministro afirmou que, com o volume de reservas internacionais que o Brasil tem hoje, é muito difícil que ocorra um ataque especulativo contra o País. "A reserva internacional é a força do Brasil para enfrentar turbulência quando temos período de crise". Mantega ainda defendeu que a dívida externa brasileira é muito pequena. Segundo ele, a dívida externa de curto prazo brasileira é uma das menores entre os países do G20: a parcela exigida no curto prazo representa pouco mais de 10% da dívida de US$ 230 bilhões. "O Brasil está em posição bastante confortável", concluiu.

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