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Manutenção da TJLP não muda queda da Selic, diz Bernardo

Ministro do Planejamento ironiza avaliação de economistas que prevêem mudança no rumo do juro básico

Renata Veríssimo, da Agência Estado,

02 de outubro de 2007 | 12h01

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse nesta terça-feira, 2, que a manutenção da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) em 6,25% para o quarto trimestre deste ano não pode ser interpretada como uma interrupção da trajetória de queda da taxa básica do País, a Selic, como avaliaram alguns economistas.  "Os analistas vivem olhando sinais. Eles jogam pedrinhas, sei lá o quê eles fazem para ver os sinais", ironizou o ministro. "Na verdade, decidimos que a TJLP está num bom patamar. Está quase a metade do que era no primeiro governo Lula", disse, ressaltando que a decisão foi unânime dentro do Conselho Monetário Nacional (CMN), formado por ele, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.  Bernardo avaliou que o Banco Central pode continuar o processo de redução da Selic. "Se a inflação não tiver novos repiques para mais, como aconteceu nos últimos dois meses, em que tivemos índices que merecem atenção, é possível sim", disse o ministro.Segundo ele, ainda não há nenhum motivo de preocupação que seja alarmante. "Não tem nada que tenha acontecido na economia que sinalize dificuldades grandes e graves no futuro próximo", argumentou Bernardo. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) para decidir o futuro da taxa Selic acontece nos dias 16 e 17 deste mês.  PPI O ministro admitiu que o governo não conseguirá gastar os R$ 11,3 bilhões previstos este ano para o Projeto Piloto de Investimento (PPI). "Eu não digo que vai chegar nos R$ 11 bilhões, mas vamos fazer uma execução muito além que nos anos anteriores", disse.  Até agosto, o governo gastou apenas R$ 2,2 bilhões em obras do PPI, ante R$ 1,3 bilhão no mesmo período de 2006.  O ministro anunciou também que o governo fará o remanejamento de recursos das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), nas quais estão incluídas as do PPI. "Começamos a fazer um monitoramento das obras que estão andando normalmente e das que estão tendo dificuldades. Num determinado momento, vamos fazer um reforço daquelas que estão andando sem embaraços, tirando recursos das obras que não estão bem", explicou o ministro.  Bernardo disse que as obras atrasadas serão recolocadas no orçamento de 2008. Segundo ele, esse remanejamento de recursos vai elevar o porcentual de obras pagas. Também explicou que parte do dinheiro será inscrito em restos a pagar, o que permitirá ao governo continuar a execução em ritmo forte em janeiro e fevereiro. Crise Em relação às recentes turbulências no mercado internacional, o ministro disse que uma eventual recessão nos mercados centrais, como Estados Unidos e Europa, ou uma retração da economia chinesa pode trazer dificuldades para o Brasil e impactar no crescimento da economia em 2008.  "Mas isso não tem acontecido", disse. Ele lembrou que, desde o início da crise, o governo tem avisado que o Brasil passaria "relativamente tranqüilo" por este momento. Lembrou ainda que as bolsas de valores no Brasil já voltaram ao patamar de antes da crise.  Bernardo também não vê problemas no aumento do volume de importações. Segundo ele, as empresas estão aproveitando o dólar barato para comprar bens de capital. "As empresas estão aproveitando as boas perspectivas para investimentos, o que abre perspectiva de crescimento econômico", afirmou.

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