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Manutenção do rating de São Paulo pela S&P é reconhecimento de esforço fiscal, diz secretário

Para o secretário de Fazenda do Estado, Renato Villela, confirmação do grau de investimento, num momento de recessão econômica no País, é ainda mais significativa; agência de classificação S&P manteve o rating do Estado em BBB- com perspectiva estável

Elizabeth Lopes, O Estado de S. Paulo

13 de abril de 2015 | 18h06

A agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) manteve o rating BBB- com perspectiva estável para o Estado de São Paulo. Em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, o secretário paulista de Fazenda, Renato Villela, disse que a confirmação do grau de investimento, num momento de recessão na economia brasileira, é ainda mais significativo e um reconhecimento do esforço fiscal realizado pelo governo estadual.

Segundo Villela, "São Paulo fez bem a lição de casa e mostra que tem um setor público bem estruturado". Na sua avaliação, num momento de crise, a manutenção do rating é muito importante para a atração dos investimentos. "E mostra que São Paulo ainda é o melhor local do País para se investir", complementou.


O secretário de Fazenda de São Paulo acredita também que o cenário tende a melhorar ainda mais, na medida em que o pacote fiscal do governo federal, capitaneado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, começar a surtir efeito. Nesse contexto, ele avalia como "muito positiva" a ida do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), para a articulação política do governo Dilma.

"A Ida de Temer vai contribuir para a aprovação das medidas no Congresso Nacional e vai deixar com que a equipe econômica se dedique (exclusivamente) às suas funções", afirmou, numa referência ao inusitado fato de o titular da Fazenda, Joaquim Levy, ter assumido, na prática, nesses últimos tempos, o papel de articulador político do governo junto ao Parlamento.

S&P. No relatório em que manteve o rating do Estado de São Paulo, a S&P fala que isso reflete a consistência das receitas estaduais, a solidez de gestão, a reação rápida frente à crise econômica do País e a determinação institucional do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em efetuar os ajustes necessários para assegurar sua estabilidade e condição de cumprir com as obrigações financeiras.

O secretário de Fazenda destacou ainda o fato de o Estado deter a capacidade de gerar receitas próprias correspondentes a mais de 90% de suas receitas operacionais, o que contribuiu para a redução gradativa do endividamento, o acesso a fontes de crédito e a adoção de medidas de controle e aprimoramentos dos gastos, fundamentais para atravessar os momentos de um cenário econômico adverso, como o atual.

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