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Renato Cruz
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Máquinas velhas

Se fosse pelo resultado de uma pesquisa recém-concluída pela Siemens, em parceria com o IDG Connect, a indústria brasileira estaria bem na digitalização das suas operações. Criado na Alemanha, o conceito de “Indústria 4.0” é o passo seguinte da automação, em que a produção é integrada a sistemas de análise de dados que permitem, por exemplo, a personalização de massa. Ou seja, fabricação de produtos de acordo com a definição de cada consumidor, sem a necessidade de parar a produção para reconfiguração de máquinas.

Renato Cruz, O Estado de S. Paulo

22 de novembro de 2015 | 03h00

Quarenta e quatro por cento das empresas brasileiras pesquisadas responderam que suas áreas de projeto e produção estão inteiramente digitalizadas (quer dizer, preparadas para a Indústria 4.0), enquanto 48% disseram estar quase completamente digitalizadas. Somados, os porcentuais chegam a 92%. Pesquisa semelhante, feita na Alemanha, apontou que só 56% das empresas daquele país consideram ter uma “estratégia digital abrangente”.

Isso quer dizer que os fabricantes brasileiros estão mais bem preparados que os alemães nesse quesito? É claro que não. Para André Felipe, diretor de Marketing da Siemens PLM, a pesquisa mostrou que ainda falta entendimento das empresas brasileiras a respeito dos conceitos de Indústria 4.0 e de digitalização. 

Na resposta à questão “o que você entende por Indústria 4.0?”, a principal resposta, dada por 70% dos pesquisados brasileiros, foi ferramenta computadorizada de projeto. Mas os sistemas de CAD (sigla em inglês de projeto assistido por computador) são relativamente antigos. Trata-se de uma tecnologia de quatro décadas. 

Itens importantes que definem a Indústria 4.0, como sistemas autonômicos modularizados e sistemas ciberfísicos, foram menos reconhecidos, apontados por 46% e 42% dos entrevistados, respectivamente. “A pesquisa trouxe muita surpresa sobre a falta de informação a respeito da digitalização da indústria por aqui”, diz Felipe.

A crise da indústria brasileira começou na década passada, bem antes da crise da economia em geral. O País costuma pontuar mal nos rankings globais de competitividade (no último relatório do Fórum Econômico Mundial, ficou em 75.º lugar, entre 140 países). 

Marcelo Prim, gerente executivo de Inovação e Tecnologia do Senai Nacional, identifica uma oportunidade para o Brasil se tornar protagonista no campo da indústria inteligente, já que se trata de um assunto novo no mundo inteiro, e, com isso, aumentar sua produtividade.

Um dos desafios está na idade média das máquinas que compõem o parque industrial nacional, de 17 anos, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Como fazer para conectar equipamentos tão antigos?

DIGITAIS

Conectividade

M2M é a sigla em inglês de máquina a máquina, usada para designar quando equipamentos que não são de comunicação (como carros e leitores de cartão) são conectados à internet. Segundo projeção da Machina Research, feita para a 4G Americas, o Brasil chegará a 2024 com 64,6 milhões de conexões M2M, ou 40,7% do mercado latino-americano. No ano passado, eram 6,7 milhões de acessos, equivalentes a 45,8% do total da região.

Audiência

Mais da metade dos usuários de internet americanos viram Netflix nos últimos 12 meses, segundo a RBC Capital Markets. Com 51% de audiência, o Netflix passou o YouTube e se tornou o maior serviço de vídeo via internet naquele país. Em terceiro lugar ficou a Amazon, cujo serviço não está disponível no Brasil, seguida do Hulu e do HBO Go. 

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