Marcopolo adere ao nível 2 de governança

A Marcopolo é a terceira empresa a aderir ao nível 2 de governança corporativa da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e espera com isso abrir espaço para aumentar suas operações no exterior e solidificar sua posição no Brasil. O presidente da empresa, Paulo Bellini, acredita que, com a adesão, a fabricante de carrocerias para ônibus ganha "um reforço, uma nova confiança para a expansão".O selo nível 2 exige das empresas maior transparência na divulgação de informações e dá aos acionistas minoritários o direito de serem incluídos em uma eventual oferta para troca de controle (tag along). Além disso, as empresas se comprometem a aderir à Câmara de Arbitragem do Mercado para a solução de controvérsias. A Marcopolo aderiu às regras ontem, juntando-se à Centrais Elétricas Santa Catarina (Celesc) e Net, as únicas que aceitaram até agora as normas mais rígidas.Para Bellini, a busca por transparência e bom relacionamento com os investidores facilita a atração de recursos para a empresa, necessários para o projeto de internacionalização.A Marcopolo deve encerrar entre os dias 15 e 20 de setembro o processo de formação de preços para um aumento de capital, após apresentações da operação a investidores, inclusive internacionais. A expectativa, segundo o diretor de relações com investidores, Carlos Zignani, é de captar R$ 100 milhões com a emissão de 30 milhões de ações, a maioria preferenciais (sem direito a voto).Os recursos serão usados para aproveitar oportunidades de crescimento no mercado externo, fortalecer a posição de caixa (capital de giro) - especialmente das operações na Colômbia e na África do Sul -- e para pesquisa e desenvolvimento de novos produtos.O vice-presidente da companhia, José Martins, disse que o foco de negócios da companhia também está direcionado aos mercados comuns relacionados aos países onde atua. Martins afirmou que a empresa está observando oportunidades em várias regiões, mas destacou que Índia, Rússia, Leste Europeu e também os países da Ásia como Indonésia e Malásia são importantes e podem abrir caminhos.Monitorar o mercado fez com que a companhia identificasse um novo nicho de negócios no Brasil: a fabricação de carrocerias para furgões. De acordo com Martins, o crescimento do comércio eletrônico e do segmento de encomendas fez com que a Marcopolo decidisse apostar neste ramo. Hoje, a empresa fabrica furgões montados sobre chassis da Agrale e Volkswagen. "Produzimos entre 30 e 40 unidades por mês, mas existe potencial para 200 unidades por mês em três anos."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.