Gelson Mello da Costa/Marcopolo - 13/4/2020
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Marcopolo vai fechar fábrica de ônibus no Rio

Sob impacto da pandemia, a empresa teve queda de 98,6% no lucro do segundo trimestre; a unidade tem 800 funcionários e os que quiserem poderão ser transferidos para a fábrica do Espírito Santo

Matheus Piovesana e Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2020 | 12h13
Atualizado 02 de outubro de 2020 | 16h01

A fabricante de ônibus Marcopolo informou nesta sexta-feira, 2, que vai encerrar as atividades de sua fábrica localizada em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, a partir do dia 30 deste mês. De acordo com a empresa, a decisão é parte do processo de "otimização de plantas" e as demais unidades absorverão a produção, conforme os mercados se regularizarem no pós-pandemia.

A empresa afirma que a decisão deve trazer maior racionalidade a seus custos de produção. "A concentração das operações brasileiras em um número menor de fábricas vem contribuindo para a redução de custos e incremento da eficiência", explica a companhia em fato relevante.

A fábrica tem 800 funcionários e os que quiserem poderão ser transferidos para a unidade de São Mateus (ES), que vai receber a linha de produção de Duque de Caxias que envolve os ônibus Torino, Viale BRT e Viale BRS, todos destinados à mobilidade urbana. 

A fábrica existe desde 1955, mas passou a fazer parte do parque da Marcopolo em 1999. Em 2001, a Marcopolo adquiriu 100% de seu capital.

No segundo trimestre, com o impacto da pandemia da covid-19 sobre o mercado, a Marcopolo viu seu lucro líquido cair 98,6% em comparação com o mesmo período do ano passado, para R$ 1,3 milhão. A receita teve contração de 30% e a produção total, de 45,7%.

Com o fechamento da unidade fluminense, a fabricante de ônibus passa a contar com três fábricas no País, sendo duas em Caxias do Sul (RS), cidade onde está a sede da empresa, e a de São Mateus. No exterior, a empresa tem 11 fábricas na China, Índia, Egito, África do Sul, México, Argentina, Colômbia e Austrália e uma participação na maior fabricante de ônibus da América do Norte, a New Flyer.

No ano passado, o grupo produziu 15.740 ônibus, dos quais 13.330 no Brasil, de onde também exporta para diversos mercados. A companhia, a maior do setor nas Américas, registrou receita recorde de R$ 4,3 bilhões, montante que esperava superar este ano. Com a pandemia do coronavírus, porém, a previsão é de uma queda de 30%. 

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