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Marfrig amplia patrocínio à seleção para ''vender'' a Seara

Marca adquirida pela gigante do setor de alimentos agora vai estampar a camisa dos atletas nos treinos

Alexandre Rodrigues / RIO, O Estado de S.Paulo

25 de dezembro de 2010 | 00h00

Prestes a completar um ano da aquisição da Seara, o Grupo Marfrig vai intensificar a estratégia de usar a marca como identidade principal. A indicação foi dada na quinta-feira pelo presidente da empresa, Marcos Molina, ao renovar o contrato de patrocínio com a Seleção Brasileira de Futebol. Para ele, o futebol é o veículo ideal para popularizar a marca no Brasil e no exterior.

Molina e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, assinaram um aditamento ao contrato de patrocínio à seleção firmado antes da Copa da África do Sul, da qual a Seara também foi patrocinadora oficial. A Seara muda de patamar e ganha destaque entre os dez patrocinadores da seleção. Terá direito agora a estampar a marca no uniforme de treino dos atletas.

Além disso, o contrato foi estendido até 2026, valendo para as próximas quatro Copas do Mundo, incluindo a de 2014. O valor do patrocínio não foi revelado, mas, segundo uma fonte, a cota é de 15 milhões por ano (cerca de R$ 33,3 milhões). O contrato anterior, que previa apenas a marca em painéis e o direito de uso do logotipo da CBF pela publicidade da Seara, era de cerca de US$ 6 milhões (cerca de R$ 10,7 milhões).

"Futebol e churrasco são as duas coisas que o brasileiro mais gosta. Acho que esse patrocínio tem a ver com o sucesso que conseguimos desde a aquisição em janeiro", disse Molina, ao lado de Teixeira e do jogador do Santos Robinho, em almoço numa churrascaria da zona sul do Rio.

"Há poucas marcas mundiais no ramo de proteína. Investimos muito forte no marketing de futebol, que tem repercussão muito positiva." Além do patrocínio à seleção, a Seara mantém o patrocínio ao Santos e vai repetir em 2014 o patrocínio à Copa, por meio da Fifa, como forma de manter a exposição internacional da marca devido às aquisições do Marfrig no exterior.

Aquisições. Em rápida conversa com o Estado, Molina afirmou que a companhia deverá ir com menor apetite às compras em 2011. "Agora não estamos vendo isso, acho que o ano que vem é um ano para consolidar tudo o que nós compramos."

Entre as compras mais recentes está a da americana Keystone Foods, especializada no mercado de carnes para fast food, por US$ 1,26 bilhão, concluída em outubro. A exemplo do concorrente JBS, o Marfrig tem contado com apoio financeiro do BNDES para se internacionalizar. Já atua em 22 países.

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