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Marfrig pode estar à venda de novo

Empresa tem R$ 11 bilhões em dívidas que vencem até 2021; grupo chinês chegou a sondar empresário, mas negócio não prosperou

O Estado de S.Paulo

30 de março de 2015 | 02h03

Com cerca de R$ 11 bilhões em dívidas totais a vencer até 2021, a Marfrig Global Foods, uma das maiores companhias do mundo de proteína animal, volta a ser alvo de especulação sobre uma possível venda, negada pela empresa. Segundo o Estado apurou, um grupo chinês chegou a sondar o empresário Marcos Molina, recentemente, mas o negócio não prosperou.

Nesta semana, analistas e operadores de mercado têm falado no interesse da JBJ Investimentos na companhia. A JBJ pertence a José Batista Júnior, um dos fundadores da JBS, maior concorrente da Marfrig e hoje controlado por Wesley e Joesley Batista, irmãos de Batista Júnior. A JBJ comprou, em janeiro, o frigorífico Mataboi, que está em recuperação judicial, marcando a volta de Batista Júnior ao setor. Procurada, a assessoria de imprensa da JBJ informou que o empresário está no exterior. Em nota, a Marfrig disse que "não comenta rumores de mercado".

Não é a primeira vez que o mercado fala em uma possível venda da Marfrig. Isso já foi cogitado na época em que a companhia ainda detinha o controle da marca Seara. Em junho de 2013, com dívida de quase R$ 13 bilhões, a Marfrig vendeu a Seara para a JBS por R$ 6 bilhões, fazendo com que a companhia ganhasse fôlego para promover ajustes internos.

Hoje, enquanto negocia a rolagem de dívidas, a Marfrig estuda formas de se capitalizar. Uma das alternativas é a abertura de capital da subsidiária Moy Park na Europa. Isso deveria ter ocorrido no ano passado, mas os planos foram adiados. A outra possibilidade é a venda de parte das ações que possui na Keystone Foods, maior fornecedora do McDonald's no mundo.

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