Mariaca: reavalie carreira em períodos de crise

Nem mesmo uma crise pode ser usada como motivo para colocar os investimentos na carreira de lado. O que antes era considerado um mero ganha-pão, agora está assumindo maior importância na vida dos brasileiros. A carreira profissional começa a ser vista como um produto que, como qualquer outro, tem de ser avaliado antes do lançamento oficial. A diferença talvez esteja no fato que, ao contrário de um produto que pode ter a sua data de lançamento adiada devido a uma crise, nenhum profissional pode colocar a própria carreira de lado, em momento algum.A atual crise econômica, vivenciada por vários países, inclusive o Brasil, e agravada pelo caos argentino, pode ter levantado uma série de incertezas em muitas pessoas, que não sabem qual caminho seguir para alcançar o esperado sucesso profissional. Uma constatação óbvia é que o momento não é propício para troca de empresas - a menos que o profissional tenha recebido uma oferta irrecusável. O que ninguém sabe, no entanto, é que apostar a ficha na empresa para a qual se está trabalhando deve ser a opção número um por vários motivos. A principal vantagem é que o profissional está num ambiente conhecido, que proporcionará mais abertura para negociações de salários e cargos. A insatisfação com o emprego pode ser solucionada com uma simples mudança de departamento. Mas, mesmo soluções como essa requerem constante aprimoramento das qualificações.Ferramenta fundamental: o inglêsÉ complicado encarar a alta competitividade que se instalou no mercado de trabalho sem as devidas qualificações. O mínimo que as empresas esperam de um profissional, hoje, é fluência em inglês. Subentende-se, portanto, que quem não fala o idioma pode ser considerado mudo. Investir nessa qualificação é simples, já que há uma grande oferta de cursos no mercado - o que não significa que o profissional deva se matricular no primeiro curso que aparecer. Uma escola de idiomas deve oferecer um bom laboratório, para que os alunos possam aprimorar suas habilidades auditivas e comunicativas. Pesquisar a qualidade do método e dos professores com quem já passou pela escola é uma alternativa viável. O cuidado não deve se restringir aos cursos de idiomas, mas a todos que servirão para o desenvolvimento das qualificações profissionais, como MBA´s e cursos de pós-graduação.O estudo não pára por aíO Brasil vive um momento de profusão de novos cursos de graduação e pós-graduação que, infelizmente, não podem ter sua qualidade atestada. O que resta aos interessados é uma pesquisa profunda das opções. Publicações tradicionais e renomadas no Brasil e no mundo costumam lançar, anualmente, uma relação dos principais MBAs do mercado. Os rankings do jornal britânico Financial Times, das revistas Forbes, Business Week e Fortune e, no Brasil, das revistas Exame e Você S.A são guias mandatórios para quem pretende seguir com os estudos, após a graduação universitária. Os bons MBAs também costumam ter grandes empresas como patrocinadoras. Outro detalhe importantíssimo é o tempo que o profissional perderá para se dedicar aos estudos. Se ele trabalha, deve descartar as opções de curso em período integral. Por final, um curso de extensão, pós-graduação ou MBA deve agregar valor à carreira do profissional - de nada adianta investir tempo e dinheiro em cursos que não acrescentarão valor às experiências profissionais adquiridas.Mas investir em qualificações não deve ser a única preocupação dos profissionais. É cada vez maior a valorização daqueles que conseguem reunir habilidades como poder de liderança, de trabalho em equipe e, principalmente, ética e amor pelo trabalho. Investir na carreira não é tarefa fácil - requer dedicação constante, independente do momento econômico. Esse "pequeno" produto deve ser tratado com cuidado, sendo freqüentemente aprimorado. Essa é a única maneira de manter a empregabilidade em alta.

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