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Marinho defende "choque de oferta" para conter inflação

O presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, defendeu hoje a utilização de um "choque de oferta" como uma ferramenta para controlar a inflação. Para ele, o governo não deveria "ficar preso" ao monitoramento da taxa de juros básica para este fim. "O controle da inflação precisa ser por meio de um choque de oferta e isto se dá quando há um aumento da atividade econômica", argumentou.Ontem o Banco Central reduziu a Selic, a taxa básica de juros da economia, de 16,25% para 16% ao ano. O corte de 0,25 ponto porcentual foi considerado pouco por empresários e representantes de entidades comerciais e sindicais. Segundo Marinho, a paralisia da economia ocorre em função da queda da renda e do emprego, dois pontos que serão discutidos amanhã pelo líder sindical e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O choque de renda somado ao de oferta fortaleceria a economia brasileira com base no mercado interno, diferentemente do que ocorre hoje quando praticamente visamos às exportações", afirmou.Ele disse também que levará amanhã ao presidente da República a reivindicação dos sindicatos sobre a correção da tabela do Imposto de Renda. "Entendo que é preciso aumentar o orçamento do Estado, mas também é necessário corrigir a tabela para não lesar os trabalhadores", afirmou.Repúdio à decisão do JP MorganO presidente nacional da CUT ficou irritado quando recebeu a informação de jornalistas de que o banco de investimentos JP Morgan reduziu sua recomendação para os títulos da dívida brasileira (veja mais informações no link abaixo)."Esta visão do JP Morgan tem de ser repudiada. Nenhuma organização externa tem que influenciar o funcionamento do País", afirmou. Ele atribui o desempenho negativo do emprego e da renda à interferência de instituições externas sobre a economia brasileira. "Foi este tipo de intrometimento que levou o Brasil à situação que apresenta hoje", completou.Marinho disse que até aceitaria como argumento para a perda da credibilidade do País problemas de violência e tráfico de drogas como ocorre hoje no Rio de Janeiro, mas negou que o reajuste dos salários dos "miseráveis funcionários públicos" seja nocivo ao Brasil.

Agencia Estado,

15 de abril de 2004 | 15h22

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