Marinho está mais confiante sobre a Varig

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, está mais confiante em relação à possibilidade de recuperação da Varig. Pelo menos foi isso o que ele afirmou, nesta quinta-feira, após uma breve participação em uma reunião com o ministro da Defesa, Waldir Pires, o juiz da 8ª Vara Empresarial do Rio, Luiz Roberto Ayoub, e o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil, Milton Zuanazzi. Marinho chegou ao encontro cerca de uma hora depois de ela ter começado e, quando saiu, as discussões ainda não haviam terminado. A expectativa é que o juiz detalhe aos membros do governo a estratégia que está sendo desenhada para recuperar a Varig. No próximo dia 2 de maio essa estratégia será o principal tema da assembléia de credores da companhia, que será realizada no Rio e Janeiro. Dilma também muda discurso Depois de o governo passar semanas negando que pudesse haver repasse de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para socorrer a Varig, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, mudou o discurso e, em tom mais conciliador, falou da disponibilidade de ajuda à empresa aérea. Segundo a ministra, "sem sombra de dúvidas, o BNDES se dispõe a entrar" . Até agora, o governo resistia em admitir que o banco pudesse injetar recursos na empresa e reiterava que o governo já havia ajudado como podia ao não cobrar as dívidas da companhia, o que levou o débito a mais de R$ 8 bilhões. Prova disso foi Dilma ter repetido com ênfase, há cerca de uma semana, que o interesse em preservar a marca "não significa botar dinheiro para afundar o buraco, porque botar dinheiro para afundar buraco foi feito até hoje". A ministra havia afirmado também que não era "de graça" que a empresa tinha uma dívida de R$ 8,5 bilhões. Dirceu O ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu defendeu na última quarta-feira que o governo federal estatize, saneie e depois privatize a Varig, da qual, afirmou, é o maior credor, tendo a receber cerca de R$ 4,5 bilhões. Em palestra para estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o petista afirmou que o governo tem "ajudado e subsidiado violentamente" a empresa ao não cobrar esses débitos, mas essa situação não poderá durar, porque o Tribunal de Contas da União não permitirá, já que está em jogo dinheiro público.

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