Marinho leva a Palocci proposta de juro menor em financiamento

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, afirmou esta manhã que é possível estabelecer uma taxa de juros mensal inferior a 3% nas operações de financiamento com desconto em folha de pagamento, proposta que será debatida com o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, ainda hoje em Brasília. Segundo o sindicalista, a formalização desse mecanismo de crédito permitirá que os bancos apliquem uma taxa de juros consideravelmente mais baixa do que as cobradas em outras modalidades de crédito, como por exemplo, o cheque especial. "O cheque especial, por exemplo, tem ficado entre 9% e 10% (ao mês), mas acho que podemos chegar (nesse novo mecanismo) a uma taxa menor do que 3%", disse Marinho ao chegar ao ministério da Fazenda para o encontro. Depois da formalização de um protocolo com a Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban), esperado para a reunião desta quinta-feira, Marinho disse que as centrais sindicais terão encontros com as entidades empresariais para fechar a proposta. "Vários segmentos industriais já sinalizaram positivamente em relação ao mecanismo. O presidente da Fiesp é favorável, assim como o setor automotivo e o de produção de máquinas", disse Marinho. Para o sindicalista, as primeiras operações de financiamento por meio desse mecanismo deverão ser utilizadas pelos trabalhadores para zerar seus débitos com os próprios bancos. Para o presidente da Febraban, Gabriel Jorge Ferreira, que também já está no ministério da Fazenda, a assinatura do protocolo é um "passo inicial" para facilitar o acesso ao crédito no País. BC acha acordo possível Segundo o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, é possível a formalização de um acordo entre os bancos, centrais sindicais e empresas para permitir o desconto direto na folha de pagamento de empréstimos concedidos a trabalhadores. Meirelles deu essa declaração esta manhã ao chegar ao Ministério da Fazenda para uma reunião que discutirá com o ministro Antônio Palocci a possibilidade de assinatura de um protocolo que permita a adoção desse tipo de empréstimo. O diretor de Normas do Banco Central, Sérgio Darcy, também participará a da reunião, que contará com as presenças do presidente da Federação das Associações de Bancos (Febraban), Gabriel Jorge Ferreira, e dos dirigentes das principais centrais sindicais do País. O coordenador-geral da Central Geral dos Trabalhadores (CGT), Canindé Pegado, disse que a medida representará uma facilidade para os trabalhadores. Segundo ele, o limite de comprometimento do empréstimo em relação ao salário do trabalhador não pode ser de 30%, como ocorre com os funcionários públicos que já têm essa facilidade de desconto em folha. O dirigente da CGT acha que esse limite tem que ser inferior a 30% para não comprometer a renda das famílias.

Agencia Estado,

03 Julho 2003 | 11h02

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