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Mário Mesquita defende ampliação do papel dos BCs no pós-crise

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Mário Mesquita, defendeu nesta quinta-feira uma ampliação do papel dos BCs após a crise financeira global.

REUTERS

14 de maio de 2009 | 11h16

"A atual crise parece ter dirimido dúvidas sobre um tema que há 10 anos era objeto de controvérsia: a atuação dos bancos centrais no campo da supervisão bancária e da estabilidade sistêmica em contraposição a desenhos institucionais, dos quais o BC dedica-se primariamente apenas à política monetária", disse Mesquita na abertura de um seminário sobre os 10 anos do sistema de metas de inflação do Brasil.

O diretor do BC acrescentou que a crise global mostrou que a autoridade monetária precisa ter informações detalhadas sobre a liquidez das instituições financeiras.

"É importante que os responsáveis pela política monetária tenham as informações mais precisas possíveis, que são aquelas derivadas das atividades de supervisão quanto ao estado das instituições financeiras. A experiência de diversos países na crise atual sugere que regimes de supervisão descentralizada podem carecer de agilidade decisória", afirmou Mesquita.

Segundo ele, já há um debate internacional sobre o papel da política monetária mais abrangente para garantir não só a estabilidade de preços mas também a macroeconômica.

"O corolário desta análise é que a política monetária deve ter uma atitude proativa frente a movimentos de preços de ativos... mas também para minimizar o risco do surgimento de desequilíbrios financeiros que possam vir a gerar problemas sistêmicos", disse o diretor do Banco Central.

"Não há no momento consenso profissional de que os bancos centrais devam passar a ter metas ampliadas, incluindo também preços de ativos, especialmente preços de ações e imóveis. No entanto, é provável que alguns bancos centrais venham a adotar atitude proativa a certos movimentos de preços de ativos... o monitoramento dos agregados monetários deve ganhar maior relevância dentro da caixa de ferramenta dos bancos centrais", concluiu Mesquita.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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