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Martus Tavares assume diretoria do BID

O ministro do Planejamento, Martus Tavares, deixará o cargo no próximo dia 4, para assumir a diretoria de Brasil e Suriname no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). "É para mim uma responsabilidade nova, que cumprirei com toda a satisfação e empreenderei todo esforço para cumpri-la bem", disse.Ele foi eleito para a diretoria nesta quarta-feira, na sessão de encerramento da 43ª reunião anual do BID. Como 99,9% das pessoas que deixam o governo, Martus afirmou que sua decisão foi "de foro íntimo". "Eu já tinha conversado com o presidente Fernando Henrique Cardoso sobre minha vontade de ter essa experiência, e agora pareceu o momento mais adequado", disse.Seu mandato como diretor do BID dura três anos e sua posse será no dia 1º de julho. No ano passado, Martus alimentou o desejo de concorrer ao cargo de governador do Ceará. Segundo explicou, a idéia havia saído de conversas com o governador do Estado, Tasso Jerissatti, e com Fernando Henrique. "Mas isso teve um desfecho em janeiro e a questão ficou encerrada em termos de 2002", disse.Sua decisão de mudar-se para Washington antes do final do mandato de Fernando Henrique não tem nenhuma relação com esse episódio, segundo garantiu. Nesta quarta-feira, Martus se dizia "mais feliz do que cansado" após sete dias de agenda carregada, na condição de anfitrião da reunião do BID.Ele disse que não poderia ter anunciado sua saída antes da reunião, pois havia sido o autor da proposta de realizá-la no Brasil neste ano. A cidade escolhida foi a capital de seu Estado natal, o Ceará. Martus Tavares ocupou diversos cargos nos ministérios da Fazenda e do Planejamento desde 1986, quando se tornou funcionário público com a missão de ajudar a implantar a Secretaria do Tesouro Nacional.O único período que passou fora de Brasília e do governo foi entre abril e dezembro de 1994, quando trabalhou na Associação Brasileira das Indústrias de Base (Abdib). Sua experiência no setor privado foi interrompida pelo então ministro do Planejamento, José Serra, que o levou de volta para o governo para chefiar sua assessoria econômica.Martus já havia trabalhado com Serra entre 1992 e 1994, na liderança do PSDB na Câmara. Como ministro, a maior realização de Martus Tavares foi elaborar e obter a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal. Baseada nela, a gestão fiscal do Brasil foi premiada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Agencia Estado,

13 de março de 2002 | 20h04

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