Fábio Motta/ Estadão
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Marun diz que MP da reforma trabalhista não foi uma prioridade do governo

Segundo Marun, ao editar a Medida Provisória, "o governo pensou em alguns aprimoramentos, mas isso acabou não se transformando em uma prioridade"

Carla Araújo e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

24 Abril 2018 | 19h33

BRASÍLIA-  O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse que a Medida Provisória da reforma trabalhista não foi uma prioridade do governo e por isso caducou ontem. Ele afirmou também que mesmo sem a MP a reforma trabalhista já está sendo eficaz. "O nosso entendimento e do parlamento é de que a reforma trabalhista já está produzindo efeitos positivos concretos e suficientes no sentido em que ela continue valendo até da forma que está", destacou em coletiva de imprensa.

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Segundo Marun, ao editar a MP, o governo pensou em alguns aprimoramentos, mas "isso acabou não se transformando em uma prioridade. Essa é a realidade", disse.

Ao ser questionado se então o acordo que o governo fez na época com os senadores - de ajustar alguns pontos na reforma por meio da MP - não estaria mais valendo, Marun confirmou que o governo estuda o decreto para tentar fazer ajustes. "As questões que puderem ser adequadas por decreto que não fira o que está posto na lei até poderá e existem estudos neste sentido", afirmou.

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Ontem, após participar de reunião para debater o fim da vigência da Medida Provisória 808, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse ao Broadcast que o governo irá regulamentar pontos da reforma trabalhista por decreto. Ele notou, porém, que ainda não há data para a edição do texto. Marun também destacou hoje que não há previsão para que o decreto seja editado.

Marun disse ainda que o líder do governo no Senado, senador Romero Jucá, está trabalhando junto aos colegas para buscar uma solução em relação a situações que haviam sido acordadas com o Senado. "Urgente tudo é, mas tendo caducado a MP que enviamos, o governo trata essa questão agora com cuidado até superior", afirmou.

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