Mascotes famosos perdem emprego na guerra por imagem

Redes de lanchonetes abandonam antigos símbolos para tentar associar-se a valores mais saudáveis

Economia & Negócios,

22 de julho de 2013 | 14h06

SÃO PAULO - Onde andam os populares mascotes das grandes marcas? Muitos deles parecem estar sendo retirados de circulação nos últimos tempos. A última vítima  foi o coronel Sanders, símbolo da rede de lanchonetes americana KFC.

O coronel foi redesenhado em 2006, mas se aproximou da aposentadoria nesta semana, quando a KFC lançou um novo conceito de restaurante sem rosto do coronel de cavanhaque que sempre esteve ao seu lado. Harland David Sanders, falecido em 1980, foi o fundador da rede KFC.

Analistas ouvidos pela rede CNBC disseram que a aposentadoria dos mascotes é parte de uma tendência mais ampla de cadeias de fast-food de buscarem uma nova imagem, mais saudável, diante da avalanche de críticas ao junk-food e suas consequências para a saúde. Nessa estratégia, a solução é apagar as marcas do passado.

Ronald McDonald ainda está por aí, mas é muito menos visível hoje em dia. A Taco Bell se separou do seu chihuahua em 2000, e o Burger King abandonou seu rei mascarado em 2011.

No caso do KFC, o novo das lanchonetes é parte de uma tentativa contínua a ser uma "marca mais genérica", e distanciar-se de suas raízes do sul e do frango frito, disse Joseph Szala, fundador e diretor. Em 1991, a marca há havia trocado o nome Kentucky Fried Chicken por KFC.

A preocupação com a obesidade infantil também desempenha um papel significativo. Um grupo sem fins lucrativos vem travando uma campanha chamada 'Aposente Ronald', campanha contra o McDonald.

"Existem preocupações com a reputação e também com questões legais", disse Mark DiMassimo, CEO da Digo Brands, à reportagem da CNBC. Ele cita o caso do simpático camelo Joe, da fabricante de cigarros Reynolds, que teria levado muitoas crianças a ver o cigarro como um produto inofensivo à saúde. "Joe Camel funcionou muito bem", disse DiMassimo, sobre o mascote aposentado em 1997."Os tempos mudam e os símbolos também".

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