Massa de rendimentos é a menor para maio desde o Real

Desde a criação do Real, nunca houve um mês de maio em que tivesse tão pouco dinheiro em circulação na Região Metropolitana de São Paulo, segundo aponta a Pesquisa de Emprego e Desemprego do Seade/Dieese divulgada nesta manhã. A massa de rendimentos reais dos ocupados e dos assalariados em maio foi de 69,5. Foi o pior resultado desde maio de 92, quando a massa registrada foi de 64,0. O pior resultado registrado pela pesquisa foi em abril de 92, com 62,8. O resultado de maio indica uma leve melhora em relação ao dois meses anteriores - abril (68,3) e março (66,6), sendo que em fevereiro deste ano foi de 70,1 e em janeiro, de 71,3. Em maio de 2002, a massa foi de 76,9. A gerente de análise do Seade, Paula Montagner, destacou que a queda de massa de rendimentos é ainda mais expressiva neste mês de maio, na comparação com o mesmo mês em anos anteriores, quando se analisa o número de ocupados. Em maio de 92, a Região Metropolitana de São Paulo tinha 6,457 milhões de pessoas ocupadas. Em maio de 2003, os ocupados eram 7,549 milhões. "Muito mais gente gerando uma massa menor", afirmou. Em relação a maio de 2002, a massa de rendimentos e de salários diminuíram 9,6% e 7,7%, respectivamente. Em ambos os casos, de acordo com a pesquisa, esse comportamento deveu-se principalmente ao desempenho negativo do rendimento médio. Ao pesquisar os rendimentos, o Seade/Diese apontou uma pequena alta, de 0,7%, no rendimento médio dos ocupados, que passou a R$ 897. Mas, na comparação com maio de 2002, os rendimentos diminuíram 9,9%. No setor privado, a pesquisa apontou um crescimento de 1,7% do salário médio, sendo que houve um aumento de 1,5% na indústria e de 1,6%, nos serviços. No comércio, a pesquisa registrou relativa estabilidade (-0,2%). Na comparação com maio de 2002, o salário médio pago no setor privado teve redução de 7,2%, sendo que o setor industrial foi o que apresentou maior perda, com queda de 10%, segundo a pesquisa. Os trabalhadores com carteira assinada tiveram queda menor (-7,7%) do que os sem carteira (-18,8%) na comparação anual.

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