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Massa salarial cresce 8,09% em 2005

Enquanto a geração de empregos no País se manteve praticamente estável, a massa salarial em 2005 apresentou um crescimento real de 8,09% em relação ao ano anterior. Segundo os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada nesta quarta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a massa de salários alcançou no total R$ 37,754 bilhões, ante R$ 33,2 bilhões em 2004. Ao mesmo tempo, foram gerados em 2005 1,831 milhão de empregos formais, número um pouco menor que em 2004, quando a criação de empregos atingiu nível recorde e chegou a 1,86 milhão.De acordo com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o crescimento real dos salários pode ser explicado pela elevação de oferta de postos formais de trabalho e também de um aumento médio de 2,14% no valor do salário médio pago em relação ao ano anterior.Apesar de o rendimento médio dos homens ter se mantido à frente do recebido pelas mulheres, a diferença diminuiu em 2005. Segundo a Rais, no ano passado, o rendimento médio feminino teve aumento real de 2,95% contra um ganho real de 1,80% nos salários dos homens. "Isso se explica principalmente pelo maior acesso das mulheres a cargos de chefia", afirmou Marinho. Para os trabalhadores em geral, o salário médio real passou de R$ 1.112,06 em dezembro de 2004 para R$ 1.135,35 em dezembro do ano passado. EmpregosDo total de empregos gerados em 2005, 1,474 milhão de contratações ocorreram com carteira assinada obedecendo à Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e outros 357 mil tornaram-se servidores públicos por concurso ou militares.Marinho comemorou o saldo afirmando que ao longo do período de 2003 a 2005 foram gerados no País 4,555 milhões de novos postos formais. Segundo o ministro, considerando os resultados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (Pnad), que inclui também as atividades informais, foram criados ao longo dos três anos 7,6 milhões de ocupações. Mesmo estando neste número incluído o crescimento do mercado informal de trabalho, Marinho avaliou o resultado como positivo. "O crescimento da economia contínuo e do consumo das famílias acaba repercutindo em maior necessidade de empregos", afirmou o ministro.De acordo com os dados da Rais, no ano passado, os setores que mais contribuíram para geração de novos empregos formais foram serviços (609,5 mil postos), administração pública (444,1 mil vagas), comércio (417,9 mil) e indústria de transformação (206,6 mil).Serviço públicoEm 2005, foram criados 444.135 novos empregos formais na administração pública do País, considerando União, Estados e municípios. De acordo com os dados divulgadosda Rais, a maior parte - 337 mil - foi criada pelos municípios. Os dados refletem contratações feitas tanto por concurso (regime estatutário) quanto com carteira assinada (regime celetista). O restante foi criado em órgãos da União e dos Estados.Marinho justificou a elevação de contratações pelos governos afirmando que havia necessidade de recompor a máquina administrativa. "O Estado brasileiro passou nos últimos anos por uma fase de quase destruição e tivemos que reaparelhá-lo", afirmou, acrescentando que não considera grande o tamanho do Estado, "mas do tamanho que é possível estar".Segundo a Rais, que representa um censo do mercado formal de trabalho, em 2005 os estados da federação que mais se destacaram na geração de novas vagas de trabalho com carteira assinada foram São Paulo (487,6 mil postos), Minas Gerais (259,8 mil), Bahia (138,7 mil) e Rio de Janeiro (131,6 mil). Matéria alterada às 13h53 para acréscimo de informações

Agencia Estado,

27 de setembro de 2006 | 13h20

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