Massa salarial está se recuperando, diz Meirelles

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse hoje, em seu depoimento de prestação de contas das atividades do BC no Congresso Nacional,que a massa salarial vem se recuperando desde maio. De acordo com ele, a retomada ocorreu inicialmente de forma "tênue" e, desde julho, vem se dando de "maneira mais vigorosa". "O principal efeito da recomposição da massa salarial foi a recuperação da atividade via consumo a partir do terceiro trimestre deste ano", disse Meirelles. Ele ressaltou que a produção industrial já vem mostrando sinais de recuperação desde junho. Segundo ele, o produto industrial cresceu 2,5% nos últimos dois meses em termos dessazonalizados. Ele também disse aos parlamentares que a retomada do nível de atividade econômica tem ficado evidenciada por indicadores como o crescimento da produção de bens duráveis, o aumento da venda de automóveis e eletro-eletrônicos, o aumento da demanda por crédito e do número de consultas ao serviçio de proteção ao crédito. Volatidade do câmbio se reduz Meirelles disse que o câmbio está estabilizado. "A volatilidade do câmbio tem se reduzido de forma sistemática, contribuindo em muito para o clima de estabilidade e retomada dos investimentos produtivos", afirmou. Meirelles comentou que o ambiente de baixa volatilidade cambial é fundamental para o estímulo às exportações e ao ingresso de investimentos externos, por diminuir o risco e o custo das operações cambiais. Ele acrescentou que o câmbio estabilizado, além de não representar pressão sobre a inflação, tem viabilizado um "excelente" resultado na balança comercial. Meirelles disse que as reservas nacionais de US$ 52,7 bilhões (liquidez internacional) em setembro estavam em um nível perfeitamente confortável para o regime de câmbio flutuante. O presidente do BC também afirmou aos parlamentares que o Brasil não terá dificuldades para financiar suas contas externas em 2004. Sobre a possível renovação do acordo com o FMI, Meirelles disse que, independente da decisão a ser tomada, a posição atual do País é "muito confortável". Ontem à noite, o chefe da missão do FMI, Jorge Marques-Ruarte, chegou a dizer que o Brasil não precisa fazer um novo acordo com o Fundo. Na opinião de Ruarte, a economia brasileira está "muito bem". Expectativa de melhora de lucrosO presidente do Banco Central disse a alta da da Bolsa de Valores de São Paulo é um reflexo da expectativa de melhora dos lucros e dividendos corporativos. Isto, segundo Meirelles, se traduzirá no médio prazo em crescimento da taxa de investimento e da capacidade produtiva. "Outro índice que merece destaque é o comportamento da Bolsa de Valores de São Paulo, que se encontra atualmente em seu maioir nível desde 2000. Aqui e alí ouve-se a crítica de que os mercados financeiros estão eufóricos, enquanto vigora o pessimismo no setor real da economia. Faço apenas uma ressalta: por sua própria natureza os mercados financeiros são mais sensíveis às oscilações na economia e se antecipam aos outros setores", disse Meirelles.Leia também: O pior já passou e a retomada começou, diz Meirelles Para ler a íntegra do pronunciamento de Henrique Meirelles, clique aqui

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