Massas e biscoito sofrerão reajuste de 7%

Os preços de massas e biscoitos devem ser reajustados em 7%, em média, no País a partir de setembro. A previsão é do vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Massas (Abima) para a região Sul, Daryus Turk. O aumento é reflexo de uma pressão dos insumos sobre o custo de produção, explicou o dirigente. O movimento mais recente foi provocado pelos moageiros do Paraná, que reajustaram o preço da farinha de trigo após quebra na safra do cereal. A farinha representa 50% do custo de fabricação das massas, tornando inevitável um repasse aos preços.Outros fatores colaboram para reforçar a expectativa. Segundo Turk, os fabricantes de embalagens plásticas prometem reajustar suas tabelas entre 10% e 12% por conta da elevação da nafta, matéria-prima derivada do petróleo usada na fabricação do plástico. As embalagens contribuem com 10% do custo das massas. Já no caso dos biscoitos, a maior pressão foi provocada pelo açúcar, que subiu 60% no período de 60 dias.No balanço do primeiro semestre, a indústria de massas foi surpreendida por alta de 20% nos combustíveis, 10% na energia elétrica e 10% nos produtos de papelão, informou o dirigente da Abima. O reajuste médio de 7% representa uma ponderação entre todos os itens que entram no custo de produção. Nos primeiros seis meses de 2000, afirmou o dirigente, estes aumentos não foram repassados para os preços. As tabelas tinham sido reajustadas 8%, em média, no final de 1999.Associação não acredita em queda do consumoMesmo com o esperado aumento, a Abima não prevê queda no consumo de massas no segundo semestre. Ao contrário, espera uma recuperação do mercado, já que os preços de seus produtos são considerados baixos pela indústria.No primeiro semestre do ano, houve queda de quase 2% nas vendas do setor no País e na região Sul. Este foi o terceiro semestre consecutivo em que o mercado apresentou redução, quando comparado ao mesmo período de anos anteriores. Entre as seis variedades em que as massas são classificadas, o tipo comum foi o que mais subiu, com vendas 7% maiores no primeiro semestre.A indústria de massas movimenta cerca de R$ 1,050 bilhão ao ano. Turk disse que a queda do primeiro semestre poderá ser revertida, principalmente, pela melhora no poder aquisitivo provocada por dissídios coletivos do período. O consumo de massas é considerado baixo no Brasil. Está em 5,8 quilos por habitante ao ano, ante 28 quilos da Itália, por exemplo. Entre as regiões brasileiras, o Sudeste é o líder, com 7,1 quilos, seguido pelo Sul, com 6,2 quilos.Leia nos links abaixo mais a respeito de aumentos de preços de pães e massas.

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