Kelly Fuzaro/FIABCI/Secovi
Em vez de festa, neste ano, houve um programa com Miguel Falabella e Ana Paula Padrão, na Band. Kelly Fuzaro/FIABCI/Secovi

Master Imobiliário: Maioria dos prêmios é de São Paulo

Do total de 21 obras e projetos consagrados nesta edição, 12 estão na capital, dos quais metade na Faria Lima e sua área de influência

Heraldo Vaz, Especial para o Estadão

30 de agosto de 2020 | 05h00

No 26º Master Imobiliário, as 21 obras premiadas trazem a marca da excelência na concepção e realização, segundo o júri formado por especialistas e representantes de entidades do setor. A cidade de São Paulo é palco de 12 empreendimentos e projetos contemplados, metade deles concentrado na Avenida Faria Lima e redondezas. 

Promoção do Sindicato da Habitação (Secovi-SP) e do Capítulo Brasileiro da Federação Internacional das Profissões Imobiliárias (Fiabci Brasil), o evento neste ano teve novo formato por causa da pandemia. A tradicional festa da entrega dos troféus, com shows musicais para 1,3 mil convidados, foi substituída por um programa de TV, fruto de parceria entre Fiabci, Secovi, BandNews e Estadão, ontem à noite, para a celebração dos vencedores de 2020.

“O prêmio consagra a excelência”, diz o presidente do Secovi, Basilio Jafet, destacando o compromisso de distinguir a primazia dos trabalhos e iniciativas de profissionais da indústria imobiliária. “O objetivo é contemplar projetos que vão se tornar tendências e serão seguidos por outras empresas”, afirma o presidente da Fiabci, José Romeu Ferraz Neto.

Com o caráter de inovação e as experiências bem-sucedidas, a premiação projeta casos exemplares do que o setor faz de melhor no território brasileiro.

O escritório de arquitetura Athié Wohnrath conquistou dois prêmios. Um por design de interiores na sede do Bradesco BBI, na Avenida Faria Lima, esquina com a Juscelino Kubitschek, coração do mercado corporativo da capital. Segundo a comissão julgadora, o projeto desenvolveu “conceitos de convívio, sustentabilidade, inovação e conforto” para interação de colaboradores e clientes com o espaço físico. 

O segundo troféu veio com o retrofit do Complexo Centenário, na região da Berrini, uma extensão do eixo financeiro da Faria Lima, que avançou na direção sudeste da cidade.

Jafet vê “extrema importância” nos projetos de retrofit para melhorar locais já ocupados. “Moderniza o que está defasado, com arquitetura e tecnologia de primeira linha”, diz.

Para Ferraz Neto, “era um ícone e, agora com esse retrofit, volta a ser”, em referência ao Plaza Centenário, inaugurado em 1996 e conhecido como Robocop por sua fachada de vidro e metal com 139 metros de altura.

“Retrofit é uma tendência”, declara, explicando que prédios defasam com o tempo. “Vale trazê-los de novo para o mercado com tecnologia de ponta.”

Outro contemplado na Avenida Faria Lima é o edifício comercial B32, com espaços abertos ao público e um teatro, além de, segundo o júri, destaques em sustentabilidade e preservação do meio ambiente. Neste caso, a empresa premiada foi a Faria Lima Prime Properties. Jafet enfatiza que a importância da Faria Lima não só para o setor, é para a cidade. “São prédios modernos, com alta tecnologia.”

No entorno, destacam-se o São Paulo Corporate Towers, que rendeu prêmio de comercialização para a consultoria CBRE, e dois residenciais também contemplados nesta edição: o PIN Home Design, da incorporadora Tegra, na Rua dos Pinheiros, e o Condomínio Praça Ibiapinópolis, da Three Desenvolvimento Imobiliário, perto do Shopping Iguatemi. “Ultimamente, dentro dessa nova tendência de ter habitações perto dos escritórios, tem saído uma série de projetos residenciais perto da Faria Lima”, diz Ferraz Neto.

Tanto a incorporadora Helbor como a HBR Realty também ganharam dois prêmios, cada uma. Foram três projetos em parceria com as construtoras MPD e Toledo Ferrari. Além do Shopping Urupema, em Mogi das Cruzes, e do Facces Jardins, residencial de altíssimo padrão, com preço médio de R$ 35,5 mil por metro quadrado, Helbor e HBR trazem o 1.º empreendimento W ao Brasil, marca internacional de alto luxo.

O projeto, que une o W Hotel e o W Residences São Paulo, terá uma torre de 45 andares na Vila Olímpia, a 800 metros da Faria Lima.

No ano passado, o Master também consagrou dois projetos de hotel e branded residences: um do Four Seasons e outro do Hotel e Residências Fasano

“É um nicho que está crescendo”, avalia Ferraz Neto, dizendo que dá oportunidade de morar e ter todo o serviço de hotelaria ao seu dispor. “Fora do País está consagrado, e aqui está se consolidando com produtos diferenciados”, diz.

Seis entidades escolhem os vencedores 

O Master Imobiliário tem duas categorias: Empreendimento e Profissional. Na primeira, concorrem residenciais e comerciais já prontos e entregues. Na Profissional, são inscritos, para avaliação do júri, projetos de marketing, comercialização, inovações tecnológicas, sustentabilidade e soluções arquitetônicas, entre outros. 

A comissão julgadora escolhe por votação os premiados e foi presidida neste ano por Carlos Pires, da consultoria KPMG

Seis entidades, representadas por seus presidentes e especialistas, integram o júri: Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBea), Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-SP), Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), Instituto de Engenharia (IE) e Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap).

Com bom humor, campanha para jornal conquista jurados

Se como diz a velha máxima a propaganda é a alma do negócio, nada mais eficaz do que ela estar conectada às tecnologias dos tempos atuais. Pois a agência Archote teve seu mérito reconhecido no Prêmio Master Imobiliário ao integrar uma campanha publicitária voltada ao mercado imobiliário, das páginas de um veículo impresso – no caso, o Estadão – às demais plataformas digitais oferecidas pelo jornal. 

“O conjunto dos resultados obtidos indica a correção dos caminhos adotados e, mais do que isso, a necessidade constante da busca por novos horizontes”, comenta o presidente da Archote, Pedro Cesarino, a respeito da campanha. Ela ficou 184 dias no ar e alcançou 30,4 milhões de impactos por mês, na época.

A Archote apostou no bom humor e na informação em doses balanceadas para transmitir sua mensagem em cinco peças publicitárias, que mostravam soluções antiquadas contrapostas à modernidade de cada uma das plataformas e recursos oferecidos aos clientes do jornal. Os anúncios brincavam, por exemplo, com aparelho de fax, bússola antiga e até mesmo telefone de barbante e latinhas.

Segundo Cesariano, em torno de 15 profissionais da agência participaram da elaboração da campanha. Para ele, o resultado foi mais efetivo, porque parte da equipe já vinha se dedicando há alguns anos a outras ações publicitárias do Estadão e, portanto, conheciam profundamente as demandas do jornal e de suas plataformas.

“Dedicamos o nosso 26º Prêmio Master ao O Estado de S.Paulo, em reconhecimento aos 145 anos de informação precisa de um jornal que soube expandir sua expertise além da mídia impressa”, afirma o presidente da Archote. 

“Muito obrigado também aos nossos colaboradores, que mesmo em tempos difíceis, sempre souberam criar campanhas únicas com resultados relevantes para os nossos clientes”, acrescenta Cesarino.

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União de história, lazer e inovação

Projetos de reconstrução e revitalização são contemplados em São Paulo e Porto Alegre

Larissa Féria  , Especial para o Estadão

30 de agosto de 2020 | 05h00

Duas grandes obras envolvendo, reconstrução, restauração e revitalização, uma em São Paulo e outra em Porto Alegre, foram contempladas pelo Master Imobiliário na categoria Empreendimentos

Na capital paulista, a estrutura frágil da construção, com sete décadas de vida, exigiu cuidados extras e profissionais especializados durante a demolição do Teatro Cultura Artística, para não afetar as partes tombadas pelo Patrimônio Histórico que seriam restauradas. Esse foi um dos principais desafios da reconstrução de um dos mais tradicionais teatros da cidade, destruído por um incêndio em 2008, e rendeu o Prêmio Preservação do Patrimônio do Master Imobiliário à HTB Engenharia e Construção

“A HTB iniciou a reconstrução do teatro, que exigiu apurado planejamento e tecnologia e a implantação das melhores e mais modernas soluções técnicas, com restauração e preservação dos espaços tombados pelo Patrimônio Histórico não atingidos pelo incêndio, além de contenção de prédios antigos do entorno”, afirma o júri do Master Imobiliário, ao justificar a premiação.

Inaugurado em março de 1950, com um concerto de Heitor Villa-Lobos, o Teatro Cultura Artística se consolidou como referência no ambiente cultural da cidade. No novo Cultura Artística, além da sala principal, que abrigará apresentações de musicais de médio e pequeno portes, haverá um auditório de uso múltiplo e salas de prática. O espaço ainda terá restaurante, sorveteria e livraria.

A primeira fase das obras teve duração de 15 meses e terminou em julho de 2019, com a conclusão das fundações, estrutura, vedação do prédio e todas as instalações básicas. Entre as principais adversidades técnicas da obra, Detlef Dralle, CEO da HTB, cita as interferências das fundações antigas, a contenção dos vizinhos e a interface da estrutura metálica com as exigências do projeto de acústica. 

“Houve necessidade de novos projetos para reforço na fundação da construção existente, para contenção provisória do vizinho (igreja) e adequações dos projetos de estrutura metálica, em função da complexidade na logística de montagem”, diz. 

A preocupação com a acústica vem do nascimento do projeto e, após estudos, foi escolhido fazer a estrutura metálica de 630 toneladas, não soldada, montada com parafusos. “Foram utilizados 58 mil parafusos. O uso desse tipo de estrutura teve como preocupação chegar ao resultado final com excelência para a sua função: uma sala de concerto”, conta Dralle.

Do projeto original, o foyer e a fachada, onde permanece o mural de Di Cavalcanti, já restaurado, foram preservados pela barreira corta-fogo. 

Todo o material que precisava ser restaurado e com possibilidade de remoção foi armazenado em guarda-móveis, para que sejam reparados e recolocados no seu local original. 

A finalização dessa etapa está prevista para 2022 e inclui necessidades internas do prédio, como revestimentos, banheiros, iluminação, mobiliário, parte cênica, equipamentos e instalações em geral. 

Lazer e serviços

A revitalização e devolução de uma área à cidade também foram a proposta do projeto “Pontal: inspire e expire Porto Alegre”, da Melnick Even Incorporações e Construções, vencedor em Soluções Urbanísticas

Instalado na antiga área que pertencia ao Estaleiro Só, na orla do Lago Guaíba, o projeto prevê um complexo comercial com 20 andares e 84 metros de altura – onde vão funcionar um hotel, consultórios médicos e salas comerciais –, integrado a um parque de 29 mil m², que será aberto ao público. O espaço deve contar com arquibancadas, mirantes, dois píeres, pista de caminhada e playground.

“A solução urbanística inteligente e criativa em um terreno de 49 mil m² às margens do Rio Guaíba, em Porto Alegre, e que contribuiu na requalificação da região com a criação de um parque público de 29 mil m². Destacado da área total do terreno e com equipamentos de lazer, o parque mudou a opinião pública negativa acerca da implantação de um empreendimento no local”, enfatizou o júri do Master Imobiliário. 

A localização do empreendimento impôs dois desafios técnicos ao projeto. “Por ser bem na beira do Guaíba e o prédio ter uma altura maior, tivemos de fazer ensaios de túnel de vento. Esse desafio foi importante”, afirma Juliano Melnick, diretor executivo da Melnick Even. Outros pontos importante foram o rebaixamento do lençol freático e a impermeabilização para construção do estacionamento no subsolo. 

O conceito foi criado por dois escritórios de arquitetura. Com 90 mil metros quadrados de área construída, em três pavimentos, espaço para 163 lojas e 1.558 vagas de estacionamento, o projeto do shopping é de autoria do Dória Lopes Fiuza Arquitetos Associados

Com 24 andares, a Torre Pontal foi concebida pelo escritório Roseli Melnick Arquitetura & Interiores. Do 1º ao 11º andares haverá um hotel, com 141 quartos, restaurante panorâmico, piscina com borda infinita, fitness e sauna. Do 12º ao 24º andares, 237 unidades de escritórios e consultórios.

O espaço será conectado ao shopping e a um hub de saúde, em parceria com o Hospital Moinhos de Vento, que prevê consultórios, clínicas e uma unidade de medicina diagnóstica. 

“A integração venceu o receio popular a respeito da chamada privatização da orla. Todas as lojas serão abertas para fora, e as instaladas nos corredores internos serão para dentro. Quem estiver no parque ou no shopping poderá atravessar de um lado para outro em uma área completamente livre”, afirma Melnick.

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Reengenharia transforma a zona norte do Rio de Janeiro

Condomínio-clube e complexo comercial revitalizam bairro após dois anos de obras paradas

Larissa Féria, Especial para o Estadão

30 de agosto de 2020 | 05h00

A transformação de um terreno de quase 15 mil metros quadrados, com cinco prédios incompletos em frente ao Norte Shopping, no bairro do Cachambi, zona norte do Rio de Janeiro, em um complexo residencial e comercial transformou o bairro carioca. O conjunto é formado por um condomínio-clube, com 434 apartamentos de 42 m² a 155 m², um conjunto comercial de 671 unidades e uma área com auditório, café e salas de reunião.

O trabalho rendeu para a Conx Construtora e Incorporadora o prêmio de Reengenharia de Projetos do Master Imobiliário 2020. Segundo os jurados, a empresa solucionou graves problemas estruturais, de instalações e alvenaria e conseguiu finalizar a obra no prazo. 

Após quase dois anos com o canteiro paralisado e com cerca de 20% dos serviços concluídos, a Conx assumiu o desafio de concluir a obra em 30 meses. “Foram seis meses de estudo para avaliar o que estava executado e as medidas corretivas necessárias”, afirma Yorki Estefan, diretor de engenharia da Conx

Os trabalhos incluíram a execução de reforços estruturais, das vigas, pilares e fundações, além de refazer os projetos de vedação, instalação elétrica, hidráulica e impermeabilização. 

O principal desafio técnico, conta Estefan, foi o recondicionamento da estrutura do prédio. “Além dos projetos de reforço de estrutura, mandamos uma projetista de vedações e alvenaria para fazer o diagnóstico de todas as paredes do prédio e de como projetar um revestimento externo compatível com o que estava lá”, diz.

Para conferir a real situação interna dos pilares e detectar possíveis defeitos não visíveis a olho nu foi preciso um scanner que utiliza a técnica Ground Penetrating Radar (GPR). Foram feitas inspeções em 137 pilares.

Apesar dos cuidados e dos reforços feitos, casos graves surgiram no decorrer da obra, que chegou a ser paralisada em uma das torres para recuperação de um pilar. Para executar o serviço foi necessário demolir as paredes do apartamento.

“O minucioso levantamento, rigoroso compromisso com a reabilitação das estruturas e garantia de melhor desempenho dos sistemas das edificações” foram destacados pelos jurados do prêmio.

De acordo com Estefan, os problemas encontrados no decorrer da obra custaram aproximadamente R$ 3 milhões, valor próximo à contingência estimada. No entanto, apesar de todos os imprevistos, o empreendimento foi entregue dentro do prazo estipulado, em maio do ano passado.

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Três diferentes visões vencem na mesma categoria

Empreendimentos em Guarulhos e São Paulo para públicos distintos e características específicas são laureados em Residencial

Heraldo Vaz, Especial para o Estadão

30 de agosto de 2020 | 05h00

O porte não importa. Com 5 casas, 160 apartamentos ou quase 2 mil, três incorporadoras ganharam o prêmio Residencial na categoria empreendimento do Master Imobiliário. Respectivamente, são obras da Three, Tegra e Eztec.

Com tipologias de 38 m² até 154 m², o Cidade Maia tem 1.969 apartamentos, ocupando nove torres, de 28 andares, em Guarulhos, na Grande São Paulo. “É um dos maiores residenciais da Eztec, com 312 mil m² de área construída em terreno de 46 mil m²”, afirma o diretor comercial, Marcos Ernesto Zarzur.

Dois fatores valorizam a localização do empreendimento. Ser vizinho do Shopping Maia, inaugurado em 2015, e ficar perto dos 170 mil m² do Bosque Maia, parque municipal com pistas de corrida e skate, trilhas, quadras de esporte e lago artificial, uma referência de contato com a natureza. 

Ao todo, são cinco condomínios, cada um com a sua área de lazer. Valorizar os espaços de convívio foi um dos objetivos do projeto de paisagismo, de Benedito Abbud. Ele destaca “a imponência” das palmeiras imperiais e o espelho d’água, na entrada, a praça central e o cinturão verde que integra o empreendimento à paisagem. 

Interligando as áreas comuns dos condomínios, para uso de moradores e convidados, a praça central tem 5 mil m² e um piso inferior, destinado ao acesso de veículos. 

O valor geral de vendas (VGV) do Cidade Maia é de R$ 1 bilhão, diz Zarzur. Já foram comercializados 70% dos 1.969 apartamentos. Em média, o valor é de R$ 6,5 mil por m². O preço final varia de R$ 360 mil para unidades de 56 m², a R$ 1 milhão, de 154 m². Com 448 imóveis (38 m² e 56 m²), o Condomínio Alameda é o que tem maior porcentual (94%) negociado, com destaque para tipologia de 38 m², totalmente vendida.

Em São Paulo, a Tegra entregou o Pin Home Design, na Rua dos Pinheiros, a 180 metros da estação Fradique Coutinho, do metrô. Comodidade e localização são dois conceitos da linha home design, afirma o diretor de Incorporação da Tegra, João Mendes. “Pin HD é a opção para quem busca comodidade e proximidade com o trabalho”, diz. “Pinheiros tem diversas linhas de ônibus, metrô e ciclofaixas, com rápido acesso ao eixo financeiro da Avenida Faria Lima.”

Vizinho dos Jardins e colado à Vila Madalena, o bairro tem larga oferta de gastronomia, lazer e cultura, além da vida noturna – hoje, em hibernação por causa da pandemia. “Perfil cosmopolita, grande oferta de serviços e a inauguração de estação de metrô transformaram Pinheiros em objeto de desejo da nova geração”, diz o júri. “Ambientação das áreas comuns e design de interiores também garantiram o sucesso do Pin.”

Segundo a Tegra, destacam-se a fachada com painel de madeira, piscina com parede de vidro e a pintura de Giuliano Martinuzzo, que se estende da parede na frente do prédio, passa pelo hall e salão de festas, seguindo até o bicicletário. 

Lançado em novembro 2017, o Pin é um representante da crescente verticalização da Rebouças e ruas vizinhas a partir do novo zoneamento, em 2016, que permitiu edifícios mais altos – antes, restritos a 25 metros. Com a mudança, o boom de lançamentos chegou a 3.845 apartamentos, de 2016 a 2019. 

Com 26 andares e 160 unidades, o Pin tem oito apartamentos por pavimento, dois voltados para cada face – sem unidades “de frente” ou “de fundos”. Todos são dois dormitórios, de 71 m² e 72,5 m². A maioria dos compradores, segundo Mendes, está na faixa de 30 a 50 anos.

O condomínio Praça Ibiapinópolis, da Three Desenvolvimento Imobiliário, foi concluído no final de 2019, com a entrega das cinco casas aos moradores. São 300 m² de área construída – subsolo, térreo, 1º andar e cobertura – mais jardim privativo, perto do Shopping Iguatemi e da Avenida Faria Lima, no Jardim Paulistano.

Condomínio fechado de alto padrão, em bairro nobre, com área de uso exclusivo de 500 m² para cada uma das casas. A comissão julgadora endossa “a implantação inteligente e eficiente” da obra . “A parte social e os quartos, voltados para recuos arborizados do terreno, dão privacidade e leveza”, diz o voto. 

O empreendimento foi 100% vendido ao preço médio de R$ 6,5 milhões, diz Francesco Rivetti, sócio da Three Desenvolvimento Imobiliário. “Fizemos um cinturão verde, com jardins e árvores, ao redor das casas.” O subsolo comporta quatro carros por unidade, com acesso por elevador privativo.

Fundada em 2012, a Three atua na concepção e gestão de residenciais de alto padrão. Seu portfólio tem 14 empreendimentos entregues, lançados e em desenvolvimento. A maioria dos projetos é de condomínio com poucas casas e tem famílias como público-alvo. 

“Há a indústria da construção civil e existem os alfaiates, que é a nossa turma”, diz Rivetti, brincando. “O que viabiliza isso é o baixo número de unidades.” Com atuação próxima, atende a demandas específicas do comprador, incluindo adequação de layout externo, segundo o desejo de cada família. “Fazemos um trabalho mais taylor made do que simplesmente uma repetição da planta original como foi concebida.”

Ao lado do metrô, prédio não pôde ter subsolo de garagem

Lançamento de sucesso e alta velocidade de vendas, o Pin Home Design permitiu ajustes de preço, afirma o diretor de Incorporação da Tegra, João Mendes. Para ele, ocorreu valorização natural por ser perto do metrô. Em média, o m² subiu de R$ 12,4 mil, em novembro de 2017, para R$ 13,4 mil, com preço a partir de R$ 950 mil. Mas não há mais unidades disponíveis.

 Um destaque do projeto é o 4º pavimento, destinado ao lazer, a 13 metros de altura. Foi consequência do impedimento de haver garagem subterrânea, por causa do metrô, cuja plataforma fica 16 metros abaixo do chão. Foram construídos três sobressolos para estacionamento. 

Mendes comenta que vê “com bons olhos” o cenário atual. “Temos três lançamentos, com valor de R$ 514 milhões, dois com estande de vendas aberto”, afirma o executivo.

O sócio da Three Desenvolvimento Imobiliário, Francesco Rivetti, toca quatro projetos. “São condomínios com 5 a 10 casas”, conta ele, acrescentando que dois são em Cidade Jardim. 

“Bairro nobre, com casas bem interessantes” diz. Para Rivetti, as mansões passam por um reposicionamento. “Aquelas casas, situadas em em terrenos com grandes áreas, eram destinadas a famílias numerosas.”

“A Three entra fazendo a transformação para novas moradias, com a proposta de trazer o paulistano de volta para casa”, conclui o executivo.

No Ceará, loteamento se inspira em hotel butique

O Azur Condomínio Lago deu prêmio de Loteamento para a BLD Urbanismo. Segundo o júri, “o posicionamento mercadológico de exclusividade, com conceito de empreendimento butique, contribuíram para o sucesso do produto”.

Localizado em Eusébio, na região metropolitana de Fortaleza (CE), é um loteamento de pequeno porte em terreno onde se destaca um lago, com 60 mil metros quadrados. “Com inspiração em hotel butique, é de altíssimo padrão”, diz Irineu Guimarães, sócio da BLD.São 122 lotes residenciais – mínimo de 420 m² e máximo de 1.050 m² – com infraestrutura de lazer e serviços. Tem piscinas, spa, restaurante, salão de festas, quadras esportivas, além de 19 lotes comerciais. 

“Master plan confere alta qualidade a cada lote, destaque para áreas comuns e ambiente próximo ao lago”, diz a comissão julgadora. “Espaços comerciais criaram sinergia de usos”, acrescenta.

O preço é de R$ 800 por m². “Foi lançado por R$ 700, mas na beira do lago já supera R$ 1 mil”, afirma Guimarães, dando ênfase ao “paisagismo de Benedito Abbud e à sustentabilidade”. Ele enumera práticas como coleta seletiva de lixo, sistema de reúso de água para irrigação e adoção de placa solar nas áreas comuns. “É um lugar lindo, com a perspectiva do lago e uma superlocalização”, diz Abbud no material enviado para o Master Imobiliário. “O projeto de paisagismo preserva o máximo da vegetação existente.”

Com muita área verde, a região de Eusébio incentiva o convívio com a natureza. A BLD tem mais um empreendimento no município, o Vert, em pré-lançamento. Oferece 230 unidades residenciais e 22 comerciais.

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Retrofit e design dão prêmio a escritório de arquitetura

Projetos de Athié Wohnrath, que prevê faturar R$ 1,1 bilhão neste ano, recuperam ícone de metal e mudam a cara de sede de banc

Heraldo Vaz, Especial para o Estadão

30 de agosto de 2020 | 05h00

O escritório de arquitetura Athié Wohnrath levou dois troféus. Um pelo retrofit do Complexo Centenário, na região da Berrini. Outro pela nova casa do Bradesco, na Avenida Faria Lima

Criada há 26 anos, Athié Wohnrath é uma empresa de arquitetura, construção e tecnologia, tem 800 funcionários e receita bilionária. Além da especialização em projetos corporativos, trabalha com design de interiores, que foi onde começou, faz projetos residenciais e obras para escolas e hospitais. 

Neste ano, o faturamento deve ficar em R$ 1,1 bilhão, calcula o arquiteto Sérgio Athié, da A/W, que leva seu sobrenome e o do seu sócio, Ivo Wohnrath.

Tempo

Em 1983, quando a Berrini era quase nada, foi entregue o edifício Centenário, de cinco pavimentos. Com a região já valorizada, virou Centenarinho em 1996, ano em que despontou o Plaza Centenário, de 32 andares, apelidado de Robocop por sua fachada de metal, com 139 metros de altura, reinando absoluto na Marginal Pinheiros. Eram dois prédios com muros, sem conexão. Embora marcantes, a deterioração e desvalorização levaram à vacância, segundo o júri do Master Imobiliário.

A aquisição feita pela BR Properties, em 2017, “resgatou o complexo, com projeto da Athié Wohnrath”, avalia o júri do Master, endossando “as soluções técnicas e estéticas que devolveram um ícone à cidade”, numa referência ao Robocop.

Prédio bem antigo, segundo Athié, o Centenarinho foi inteiramente refeito, incluindo renovação da fachada e retirada de fileiras de pilares internos, para tornar eficiente a laje (com uma área de 3 mil m²) . 

Por fora, foi envelopado com vidros. Por dentro, teve reforço estrutural. Na cobertura, ganhou área de lazer de 2,5 mil m² com quadras, mesas e ombrelones. Para o arquiteto, quem vê não consegue perceber mais sua origem nos anos 1980.

"Ressiginificação"

“No Robocop, foi retrofit no térreo”, diz Athié, que destaca a “ressignificação do complexo”, transformado em triplo A, classificação para o que há de melhor em edifícios corporativos. “Ele subiu de patamar.” A BR Properties pagou R$ 440 milhões na compra e investiu R$ 75 milhões no retrofit. “Unificamos os prédios, transformando em empreendimento único, e abrimos rua para pedestres com lojas e restaurantes”, conta o CEO Martin Jaco.

Satisfeito com a integração do complexo e a conexão com o entorno, ele fala do boulevard que dá passagem para qualquer pessoa chegar até a estação de trem Berrini. Enfatiza o selo Leed Gold, do Green Building Council, que atesta padrões típicos de um triplo A. Um dos resultados é a economia de 50% no uso de água e de 20% no consumo de energia.

Após o retrofit, que ainda incluiu a construção de edifício- garagem, o complexo – com área total de 54 mil m² – superou 62 mil m². O custo de aquisição por m² saiu por R$ 8,3 mil, com base no investimento total de R$ 515 milhões. “Se fosse fazer edificação igual a essa, em terreno vizinho, pagaria muito mais”, diz o CEO da BR Properties.

“Inspirar pessoas é a correta expressão do trabalho da Athié Wohnrath, realizado no edifício International Plaza”, certifica o júri, que premiou a nova casa do Bradesco BBI, na esquina das Avenidas Faria Lima e Juscelino Kubitschek.

Foram 172 dias entre o início do projeto e a obra concluída. “Prazo bastante curto”, diz Athié. “É um prédio mais moderno, mas desatualizado, precisava de retrofit para se adequar às operações do banco.” 

A sede anterior não comportava toda a equipe. Com a mudança, foi possível expandir o número total de colaboradores em mais 10%. O projeto considerou 2 mil posições de trabalho, nos 17 andares do edifício, com 19 mil m² de área. 

Em seu voto, o júri elogia os “conceitos de convívio, sustentabilidade, inovação e conforto”. Também cita “o esmero” da arquitetura de interiores. 

Brasilidade

A decoração manifesta “brasilidade” com obras e gravuras de artistas nacionais, móveis de designers brasileiros, artesanato com cocares e peças indígenas. “Entregue em agosto de 2019, fez um ano agora”, conta Athié. 

A inovação se concentra no bem-estar de colaboradores e clientes, com áreas de atendimento, salas para reunião e eventos. O arquiteto fala de multiplicidade de espaços e da “tecnologia com foco nas pessoas”, ressaltando uso de materiais que fazem conexão com a natureza, como a madeira certificada, plantas e folhagem. 

Ele aponta o mobiliário residencial como base de acolhimento. Na cobertura, com vista da cidade, o paisagismo reforça a sensação de conforto, seja para encontros informais ou eventos corporativos.

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Prédio comercial dos anos 1940 vira residencial

Edifício em decadência foi renovado para locação e contribui para a revitalização do centro da cidade de São Paulo

Heraldo Vaz, Especial para o Estadão

30 de agosto de 2020 | 05h00

O Residence Jacques Pilon é um marco de revitalização do centro de São Paulo, segundo Mauro Teixeira Pinto, sócio diretor da TPA Empreendimentos, que ganhou prêmio Retrofit na categoria Empreendimento nesta 26ª edição do Master Imobiliário

As obras de renovação transformaram um edifício comercial, em ritmo de decadência, num moderno residencial com unidades compactas, equipadas e decoradas, com serviços pay per use, destinado a locações de curta e longa duração.

Para o diretor, o retrofit resgatou “a exuberância do projeto de um dos arquitetos modernistas mais importantes do Brasil”. O edifício Irradiação, construído na década de 1940, é obra do francês Jacques Pilon, integrante de um grupo que redesenhou São Paulo em sua crescente urbanização, entre as décadas de 1930 e 1960. 

Algumas obras – como Edifício Jaraguá (1939), Biblioteca Mário de Andrade (1942), Edifício São Luiz e o próprio Irradiação (1944) – mudaram a paisagem do centro da capital.

Eficiência

O retrofit incluiu eficiência nos sistemas instalados, como elogiou a comissão julgadora do Master. “Com a modernização das instalações elétricas e hidráulicas, a revisão e reforma das estruturas internas, a manutenção da fachada original e a construção de áreas comuns, o edifício entrou no século 21 com o que há de mais atual, contribuindo para revitalização da região central”, diz o júri em seu voto.

São 161 apartamentos em oito andares, com áreas de 20 m² e 41 m², já equipados e mobiliados, com serviços pay per use, espaço fitness e lazer na cobertura. A TPA fechou parcerias com empresas que operam no mercado de aluguel residencial com serviços. 

O modelo adotado, que inclui decoração, assistência jurídica, manutenção e uma carteira de clientes corporativos, aposta na grande atividade econômica do comércio local para atrair inquilinos e hóspedes.

Para o arquiteto Marcos Ferreira Gavião, responsável pelo restauro do empreendimento, o trabalho de modernização refletiu o conceito de retroart. 

“O Jacques Pilon é um dos prédios importantes para a arquitetura, e deve se tornar um exemplo de como é possível resgatar a história com qualidade”, afirma. Ele ainda enfatiza que, como ponto de origem da cidade, o centro é cheio de edifícios históricos.

O retrofit do novo residencial foi finalizado e entregue em abril de 2019. Idealizado para venda a compradores privados e a investidores para aluguel de curta ou longa permanência. 

De acordo com Teixeira Pinto, o valor geral de vendas (VGV) do residencial é de R$ 58 milhões, com preço médio de R$14,5 mil o m².

Resgate. Fundada em 1974, a TPA investe na região central da capital atendendo à demanda por moradias. A oportunidade de resgatar um edifício, que representa a história da cidade, contribui para o movimento de recuperação do centro. 

Os principais pontos do retrotif foram modernização das instalações elétricas e hidráulicas, revisão e reforma das estruturas internas, construção de áreas comuns e adequação do edifício ao século 21, além de revitalização de fachada, mantendo sua característica acústica original. 

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Uso misto e alto luxo têm a marca da inovação

Marca W chega ao País e residencial nos Jardins traz rotação na fachada

Débora Ribeiro , Especial para o Estadão

30 de agosto de 2020 | 05h00

Com o W Hotel e W Residences São Paulo, estreia da marca de alto luxo no Brasil, a Helbor conquistou o prêmio de Oportunidade Estratégica na Categoria Profissional. Também ganhou troféu por Soluções Arquitetônicas com o residencial Facces Jardins, de altíssimo padrão, com preço de R$ 35,5 mil o metro quadrado. Nos dois casos, a parceria é com a Toledo Ferrari.

No projeto de uso misto que une hotel e residências, também tem participação da HBR Realty, que é controlada pela holding Hélio Borenstein S/A, assim como a Helbor. “Temos orgulho por sermos os primeiros a trazer a marca W para o Brasil”, diz o presidente da Helbor, Henry Borenstein. “W é vanguardista, combina com o jeito cosmopolita de São Paulo e dará nova face à hotelaria do País”, afirma o sócio-diretor da Toledo Ferrari, Cid Ferrari. 

Para o diretor da HBR Realty, André Agostinho, ter gestão única para hotel e residências agrega valor. “Há sinergia dos dois produtos em busca do mesmo nível de excelência em qualidade e no serviço hoteleiro de alto padrão”, argumenta.

W Hotel e W Residences São Paulo formam um complexo, em uma torre única, na Vila Olímpia, um dos pontos mais movimentados e valorizados da cidade. O edifício de 140 metros de altura, 45 andares e 4 subsolos, instalado em um terreno de 6.068 m² na Rua Funchal, tem frente também para a Rua Helena, com área de fruição ligando as duas ruas. A área total construída é de 55.586 m² e a privativa, 31.662 m².

O W Residences tem 216 apartamentos, de 53 m² a 102 m², com uma ou duas suítes, e studios, com o mesmo lazer, luxo e serviços do W Hotel, segundo a empresa.

Administrado pela HBR Realty com gestão da Marriot, o hotel terá 18 pavimentos, 179 unidades, com duas suítes chamadas WOW e uma presidencial, vistas privilegiadas da cidade e bar living room. Terá dois restaurantes, salas de convenções e teatro com foyer no mezzanino para até 400 pessoas, além de academia com sauna, piscina com vista infinita e deck descobertos. 

Segundo o diretor da HBR Realty, o W Residences e o Hotel W não se propõem a concorrer com o luxo mais clássico e conservador de outras marcas. “No mundo, a rede W atrai público mais jovem”, declara Agostinho. “Esse público busca espaços como o rooftop, com balada, piscina no bar e vista da cidade.” Para ele, uma referência para o que é o novo luxo.

No W Residences, “o valor do m² é de R$ 33,5 mil”, diz Borenstein. Em março, por conta da pandemia, tudo parou. Mas, com a taxa Selic a 2%, “o alto padrão teve forte retomada”, afirma o presidente da Helbor. “A marca W, referência em excelência, atrai clientes que veem no imóvel um investimento seguro, líquido e rentável.”

Tanto o empreendimento W como o Facces Jardins by Helbor têm concreto aparente, pele de vidro na fachada e localização privilegiada. Mas são projetos completamente diferentes, diz Cid Ferrari. “O W é um complexo que reúne residências, hotel, área de eventos e restaurantes, enquanto o Facces é um empreendimento de altíssimo padrão exclusivamente residencial.”

Com uma torre de 19 pavimentos, na Alameda Lorena, Jardins, o Facces tem um apartamento por andar. São 17 unidades de 4 suítes, com 263 m², além de cobertura duplex, de 520 m², e Garden, com 585 m².

O júri do Master elogiou a “solução inusitada, criativa e surpreendente” adotada na sua construção. Até o 12.º andar, o edifício tem a vista voltada para o Jardim Paulistano, mas do 13.º andar em diante, para o Jardim Europa. 

Sócio-diretor da Toledo Ferrari, José Eduardo Toledo Ferraz diz que a existência de um prédio de 12 andares no terreno adjacente ofuscaria a vista do novo empreendimento. “A solução foi rotacionar as faces do edifício”, explica. Na parte técnica, “a torre foi dividida em zona baixa e zona alta, com um pavimento técnico intermediário, onde é feita a transição de pilares, vigas e instalações.” 

Para a diretora de Marketing da Helbor, Fabiana Parsloe Lex, o avanço das obras trouxe mais visibilidade ao empreendimento. Há visitas agendadas de potenciais clientes para ver e sentir a amplitude do projeto, além de conhecer possibilidades de personalização. “Temos 42% do prédio comercializado”, diz Fabiana, informando o preço médio do m²: R$ 35,5 mil.

Prevenção do câncer é tema de ação da Sobloco

A Campanha Outubro Rosa Riviera de São Lourenço ganhou o prêmio Responsabilidade Social 2019. Realizada pela Sobloco Construtora, em Bertioga, no litoral de São Paulo, tem o objetivo de conscientizar sobre a importância da prevenção do câncer de mama. Criada há quatro anos, ganhou parceiros e engajou a comunidade, chegando em 2019 a 10 bairros do município. Mais de 2,5 mil pessoas foram atingidas diretamente e mais de 5 mil, de maneira indireta. 

A ideia surgiu quando a campanha internacional ganhava vulto. “Pensamos em fazer algo maior do que só iluminar as fachadas e monumentos”, lembra Wlademir Villas Boas, gerente de marketing da Sobloco e responsável pela campanha. “O câncer de mama é o que mais mata mulheres no Brasil e no mundo, e muitas dessas mortes podem ser evitadas. Quebrar o tabu do autoexame é fundamental”, diz.

Há 27 anos, a Sobloco desenvolve ações pelo desenvolvimento social do município, por meio da Fundação 10 de Agosto. “Nossa equipe em Bertioga tece o relacionamento com as comunidades locais, empresas e entidades”, diz. Ações como o Dia da Beleza (para elevar a autoestima de mulheres em tratamento), incentivo por doação de cabelos nos salões para confecção de perucas, Jantar Solidário para troca de experiências, palestras de conscientização, atividades na praia e um “aulão” no Forte de Bertioga, foram algumas delas. 

O shopping da Riviera, distrito da cidade, o resort e vários restaurantes cedem seus espaços, compram e distribuírem as camisetas que a Sobloco faz, e a renda vai para a ONG Amigas do Peito. Receita de couvert artístico ou da venda de um prato em restaurantes geraram R$ 15 mil para a campanha.

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Em Mogi, shopping vertical traz história e revitalização

Primeiro do gênero na cidade, Patteo Urupema homenageia o antigo cinema de 3.600 lugares, que já foi o maior do País

Débora Ribeiro, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2020 | 05h00

O Shopping Patteo Urupema, que deve contribuir com a revitalização do centro de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, rendeu à HBR Realty (realização e incorporação) e à MPD Engenharia (construção) o prêmio de Marketing na categoria Profissional, do Master 2020. O nome homenageia o antigo Cine Urupema, de 3.600 lugares, que por 16 anos foi o maior do Brasil e fechou nos anos 1990.

“O shopping está sendo erguido onde residiu minha família”, conta Henrique Borenstein, diretor da HBR Realty, lembrando que há quatro anos iniciou a busca de alternativas para aquele terreno, algo que pudesse “preservar o exemplo de empreendedorismo do meu pai Hélio Borenstein, imigrante ucraniano, que chegou em 1917 ao Brasil e que já nos anos 1940 buscava algo que destacasse Mogi no cenário nacional”. 

Com o sogro, Hélio fundou a Cinematográfica Mello Freire & Borenstein, que administrava cinemas na cidade. “Inclusive o Urupema, inaugurado nos anos 1940 como a maior sala de exibição do País”, diz.

A HBR Realty também é responsável pela administração do shopping, o primeiro da região central do município, que prevê 2 mil empregos e reunirá comércio, serviços, alimentação e entretenimento.

Nessa obra, “existe forte apelo histórico e emocional”, diz Milton Meyer, presidente da MPD. O destaque, e também desafio, foi planejar um projeto como esse em um terreno com menos de 4 mil m² de área total. 

A solução foi verticalizar, chegando a sete pisos (térreo mais 6 andares). “Não é opção frequente”, afirma, explicando que shoppings, geralmente, chegam no máximo a três andares. 

Segundo Meyer, o projeto estabeleceu espaços integrados e circulação definida por escadas rolantes no eixo central, dando unidade ao empreendimento.

A Rede Cinemark terá quatro salas de cinema com recursos avançados de exibição e 800 lugares, no último andar. As praças de alimentação e de eventos ficarão no 6º e a âncora, Renner, com 2 mil m², no 2.º andar. Haverá ainda uma megaloja e outras 81, além de 24 quiosques.

Paredes periféricas com pele de vidro garantem iluminação natural e há lâmpadas de LED em todas as áreas. A fachada tem leve inclinação frontal e traz colunas verticais que remetem à frente do antigo cinema.

As locações começaram em junho de 2019, a partir de R$140 o m². A entrega está prevista para o 2º semestre de 2022.

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Galpão industrial alia refrigeração à sustentabilidade

Empreendimento com selo verde reduziu em mais de 70% o consumo de água com reaproveitamento de recursos

Especial para o Estadão

30 de agosto de 2020 | 05h00

Com o desafio de dar eficiência a um galpão industrial que opera a até 30 graus Celsius negativos, a Bresco inovou no reaproveitamento de recursos e nas soluções de resfriamento, o que rendeu ao complexo Bresco BRF Londrina o Master Imobiliário na categoria Built to Suit. A empresa atua na aquisição, desenvolvimento e construção de propriedades por meio dos modelos de built to suit, sale-leaseback e no desenvolvimento de propriedades especulativas para locação.

Certificado pelo selo LEED, o centro de distribuição foi construído em 14 meses para ser um polo logístico de mercadorias da BRF, com mais de 23 mil m². O galpão tem pé-direito de 12,80 metros e foi reconhecido internacionalmente pela planicidade e pelo nivelamento do seu piso, que suporta até 6 toneladas por metro quadrado. O empreendimento tem capacidade para 123 mil toneladas de produtos e conta com 30 docas para veículos frigoríficos.

De acordo com o diretor de operações da Bresco, Carlos Sisti, foi adotado no imóvel um sistema de refrigeração indireto, com reduzida utilização de amônia. Tóxica, a substância é adotada apenas para fazer as trocas de calor no sistema, e outro fluido é utilizado para distribuir a refrigeração pelos ambientes. 

O calor proveniente do resfriamento do óleo de compressores é utilizado para fazer o degelo de alguns equipamentos, para reaquecer o ar na antecâmara e para aquecer o piso da câmara de congelados. “É um sistema circular, moderno e inovador”, diz.

Além disso, o galpão tem uma estrutura no seu telhado para captar a chuva, que é utilizada na reposição de água de condensadores – a estimativa é de que, com essa solução, a BRF deixe de consumir 8,7 mil m³ de recursos hídricos por ano. 

A economia de água também pode ser verificada no paisagismo do complexo, que adotou espécies vegetais adaptadas ao clima de Londrina, dispensando a irrigação. 

“O projeto reduziu em mais de 70% o consumo de água potável (em relação à base estipulada pelo certificador do selo verde)”, diz Sisti.

Mais desafiadora, a redução do consumo de energia elétrica alcançada foi de cerca de 20%. A economia deve-se à eficiência do sistema de ar-condicionado, das luminárias e do sistema de refrigeração. 

O galpão possui ainda um sistema de aquecimento solar para a água destinada aos chuveiros dos vestiários.

Manutenção

A maior facilidade de manutenção é outro fator diferencial. Sisti explica que a decisão de instalar alguns equipamentos de refrigeração mais próximo do piso prescinde o uso de escadas para consertos ou ajustes.

O sistema de combate a incêndios também evita acidentes e interrupções na operação. A distribuição de linhas de sprinklers foi feita no teto do galpão, e não em prateleiras, que usualmente deixam o sistema mais suscetível a danos. 

Além disso, as tubulações são preenchidas com gás, e o bombeamento de água é acionada por sensores apenas em caso de necessidade. / G.C.S

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Comerciais sintonizados com o entorno

Na Faria Lima, complexo B32 terá praça de 8 mil m² e eventos; no Park Tower, lajes têm vista panorâmica para o Parque do Ibirapuera

Especial para o Estadão

30 de agosto de 2020 | 05h00

A integração com São Paulo e os traços de sustentabilidade unem os vencedores da categoria Empreendimentos Comerciais no Master Imobiliário 2020. Mais do que a alta tecnologia típica dos projetos corporativos de luxo, os complexos B32, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, e Park Tower, na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, caracterizam-se por valorizar a experiência dos usuários em sintonia com a cidade. 

Uma praça de 8 mil metros quadrados liga a Faria Lima aos prédios do B32 – um edifício corporativo, um teatro com capacidade para até 500 pessoas, um restaurante e cafés. A área de circulação pública será um centro de atividades, segundo o idealizador do projeto, Rafael Birmann. Completa o cenário uma escultura metálica de uma baleia, que deve se tornar ponto de referência na vizinhança. 

De propriedade da Faria Lima Prime Properties (FLPP), o complexo será entregue gradualmente até o fim do ano. O B32 tem 120 mil m² de área ao todo e está situado em um terreno na esquina da Rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior, em uma das mais valorizadas regiões do mercado corporativo “Triple A” na capital.

O principal edifício do complexo tem 125 metros de altura e 25 pavimentos, com lajes de mais de 2 mil m² e pé-direito de três metros. O prédio tem fachada de vidros insulados, core central – que reúne as áreas técnicas, elevadores e escadas –, além de colunas de sustentação nas periferias, o que lhe confere uma grande abertura para a iluminação natural. 

Diariamente, de 5 mil a 6 mil pessoas devem circular pelas dependências do local, que terá equipe operacional própria.

O B32 recebeu o selo verde LEED (em inglês, Leadership in Energy and Environmental Design) na categoria Platinum. Alguns dos seus destaques de sustentabilidade incluem o aproveitamento de água e a economia de energia elétrica. O empreendimento conta com uma estação de tratamento de água que funciona por meio de ozônio e microfiltragem. Além disso, ele alcançou 40% de redução de consumo energético em relação à base de referência adotada pela certificação. 

Vista para o verde

Não muito longe dali, na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, a proximidade com o Parque do Ibirapuera tornou o projeto do Park Tower uma opção incomum para o mercado. A 650 metros da entrada principal da área verde, o empreendimento privilegiou a vista para a natureza e as opções de envolvimento com o entorno como diferenciais, além de sua eficiência operacional, certificada pelo selo verde LEED na categoria Gold.

“Está em um terreno de 6,56 mil m² entre a Paulista, os Jardins e o Itaim Bibi. Em qualquer cidade do mundo, a visão para um parque é valorizada, diz Rodrigo Abbud, sócio-fundador e head dos segmentos de escritórios da gestora de investimentos imobiliários VBI Real Estate, responsável pelo Park Tower. O prédio tem certificação Triple A conferida pela Escola Politécnica da USP.

Com 22,3 mil m² de área bruta locável, o Park Tower tem 13 pavimentos e core lateral para garantir a vista livre para o Ibirapuera. Suas lajes corporativas, com 1.568 m² e 1.847 m², são majoritariamente retangulares e permitem a montagem de escritórios sem divisórias. O pé-direito de 5 metros, confere altura acima da média. No lobby, são 7 metros de pé-direito.

A fachada é revestida por vidros insulados, que permitem a passagem de luz com mais controle térmico, evitando gastos extras com climatização. A integração com o entorno também foi um fator determinante, segundo o executivo. Considerando a boa infraestrutura de transporte da Brigadeiro Luís Antônio, a VBI reforçou a infraestrutura para os usuários que dispensam o carro, oferecendo um espaço para que ciclistas tomem banho antes do trabalho. / G.C.S.

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Pesquisa e estudo de viabilidade garantem prêmios

Empreendimento comercial tem 100% de ocupação e edifício residencial em São Caetano vende todas unidades em 12 horas

Igor Giannasi , Especial para o Estadão

30 de agosto de 2020 | 05h00

O presidente da CBRE, Walter Cardoso, considera “muito especial” o projeto do São Paulo Corporate Towers, na zona sul da capital paulista, que é apontado como o maior complexo corporativo Triple A do País. Contratada em 2008 para estudar a viabilidade do produto, o trabalho da empresa de consultoria culminou na locação de 100% do empreendimento, em 2018. 

O resultado foi reconhecido com o Prêmio Master Imobiliário da categoria Profissional – Comercialização

“O sucesso não é a venda, o sucesso é a ocupação do prédio. Quando você consegue projetar alguma coisa que está 100% ocupada, daí é sucesso”, afirma o executivo. Ele salienta que, nesse caso, o empreendimento se manteve com os proprietários, que o alugaram.

A estratégia da CBRE consistiu na ancoragem com um grande ocupante, para atrair outras empresas. Como resultado, a primeira locação foi da EY Brasil. Ao longo do tempo, outras importantes companhias se juntaram ao empreendimento, tanto na Torre Norte, entregue no último trimestre de 2014, com locatários como Visa e HSBC, quanto na Torre Sul. Concluída em 2016, abriga organizações como Microsoft, XP Investimentos e Uber

O complexo corporativo possui área construída de 258 mil metros quadrados. A área total do terreno, localizado na Vila Olímpia, é de 38 mil m². 

O empreendimento tem grau de certificação LEED Platinum 3.0 de sustentabilidade. 

Rapidez

A Construtora Patriani esperava comercializar as 90 unidades do Kiruna Patriani no prazo de 45 a 60 dias. Mas em um sábado de setembro do ano passado, no lançamento do empreendimento, em São Caetano do Sul, no ABC Paulista, foram vendidas todas as unidades, de 82 m² e 86 m² com duas suítes, em surpreendentes 12 horas. O sucesso garantiu à empresa 0 Master Imobiliário.

“(O prêmio) Vem coroar o projeto de pesquisa que sempre fazemos, um trabalho muito detalhado de como melhorar o projeto”, diz o presidente da construtora, Bruno Patriani. No estande de vendas, circularam cerca de 600 pessoas no lançamento. 

Iniciadas em janeiro, no bairro Santo Antônio, as obras ocupam terreno de 2.339,85 m². Serão 18 andares (15 de apartamentos) e área de lazer no térreo.

Empresa usa IA para se relacionar com o cliente

Atender às necessidades do cliente é fundamental para a prosperidade de qualquer negócio. E nada mais prático e eficiente do que aprimorar o relacionamento com a clientela usando inteligência artificial. Chamada de WhatsApp Business Direcional, a solução tecnológica encontrada pela Direcional Engenharia para se aproximar de seu público alvo foi escolhida na categoria Profissional – Inovações Tecnológicas do Master Imobiliário.

Seguindo a intenção de digitalizar 100% do processo de venda de imóveis, a Direcional ampliou o uso da tecnologia de atendimento por bots (robôs), já utilizada em seu site, para o aplicativo de mensagens WhatsApp. De acordo com a empresa de Belo Horizonte, entre setembro de 2019 e julho deste ano, o porcentual de clientes que escolheram ser atendidos pela plataforma subiu de 60% para 74%. Além disso, os leads (interesse) para conversão em vendas, que antes eram de 1,4%, aumentaram para 2,38% com a ferramenta. 

Esse foi o meio preferencial indicado no cadastro para se entrar em contato com o grupo (60%). O perfil do cliente da empresa é, em geral, de jovens que buscam pelo primeiro imóvel, ou seja, habituados à troca de mensagens pelo celular. “Sem dúvida, é uma forma de comunicação preferida dos brasileiros, e do nosso público-alvo, então, nem se fala”, diz o CEO da Direcional Engenharia, Ricardo Ribeiro. “É uma forma realmente diferenciada de se relacionar e que dá mais liberdade ao nosso cliente.

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