Matérias-primas pressionam custos das indústrias

Depois de nove meses consecutivos de queda, os preços dos produtos industriais no atacado voltaram a subir em setembro, enquanto os índices de inflação ao consumidor ainda continuam bem comportados. As pressões de custos na indústria refletem a recuperação da atividade econômica e atingem os setores mais distintos da produção. Há aumentos de preços do aço à celulose, passando pelas resinas plásticas, pelo farelo de soja e até por matérias-primas usadas para a fabricação de fertilizantes, como a amônia.

AE, Agencia Estado

28 de setembro de 2009 | 08h43

"Nunca na história do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), o IPA (Índice de Preços por Atacado) industrial teve um período tão longo de deflações seguidas", afirma o coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros. Entre dezembro de 2008 e agosto deste ano, o IPA industrial acumulou queda de 5,86%. Mas, neste mês, o quadro mudou. De acordo com a segunda prévia do IGP-M, os preços industriais no atacado subiram 0,63% em setembro. Na terça-feira, dia 29, será divulgado o IPA industrial fechado do mês, que não deve ser diferente do da segunda prévia de setembro.

Dos 331 produtos que compõem o IPA industrial, 122 tiveram aumento de preço na segunda prévia do indicador em setembro, ante 79 produtos com alta em agosto. O total de insumos industriais que tiveram os preços majorados no atacado em setembro respondeu por quase metade (46,5%) do total do Índice de Preços por Atacado (IPA). Em agosto, os 79 produtos que tinham tido alta de preço representaram 26% do IPA total. "Houve, de um mês para outro, um espalhamento de reajustes de preços pela cadeia de produção industrial. Os aumentos não são isolados", observa Quadros.

Entre os produtos que refletem essa inversão de tendência, de queda para alta de preços, está, por exemplo, o ferro gusa. O preço do produto, usado para a produção de aço, tinha caído 0,72% no atacado em agosto e subiu 3,33% em setembro. Mas em 12 meses até setembro acumula perda de 47,53%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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