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Mau humor em bolsas faz dólar subir 1,79%, a R$2,105

O dólar deu sequência ao movimento da véspera e fechou em alta ante o real nesta quarta-feira, por conta da piora nos mercados acionários internacionais.

REUTERS

13 de maio de 2009 | 17h22

A moeda norte-americana encerrou a sessão com avanço de 1,79 por cento, a 2,105 reais para venda. Ainda assim, neste mês, o dólar acumula depreciação de 3,5 por cento.

"O cenário externo fez as cotações subirem hoje", resumiu Jorge Knauer, gerente de câmbio do Banco Prosper.

Contrariando a trajetória da moeda norte-americana nesta sessão, números do Banco Central mostraram que o fluxo cambial ficou positivo em 1,162 bilhão de dólares nos cinco primeiros dias úteis de maio.

"O fluxo tenderá a ser positivo, porque temos visto que os números da balança têm sido bons. Pode haver momentos de fluxo negativo, mas são pontuais", acrescentou Knauer.

Também nesta sessão, o BC realizou o quarto leilão de compra de dólares no mercado à vista desde sexta-feira.

"O BC está utilizando as ferramentas que tem para evitar que a queda do dólar seja rápida demais, volátil", afirmou Knauer. Para ele, as operações de compra do BC no mercado à vista podem revelar a intenção da autoridade monetária de equilibrar as cotações, e não exatamente de frear a trajetória de baixa.

No front acionário, as bolsas de valores dos Estados Unidos sofreram quedas, com investidores apreensivos após a divulgação de dados da vendas no varejo piores que o esperado. Os números ofuscavam esperanças de que a recuperação da economia mundial esteja próxima.

Já no Brasil, a Bovespa também fechou em forte queda de mais de 3 por cento, em linha com o mau humor de Wall Street.

De acordo com o diretor de câmbio de uma corretora nacional que preferiu não ser identificado, como reflexo da volta do mau humor aos mercados, as posições compradas de investidores estrangeiros no mercado doméstico voltaram a se elevar.

Na véspera, essas posições compradas (que sinalizam uma aposta na alta da moeda norte-americana) elevaram-se para 3,1 bilhões de dólares, ainda abaixo do pico alcançado em março, de 14,3 bilhões de dólares.

"O mercado tem trabalhado com expectativas. Uma vez que elas ficam piores, ele reflete essas condições", afirmou o diretor de câmbio.

Globalmente, o dólar também se valorizava. Ante uma cesta com as principais moedas globais, a divisa norte-americana avançava 0,4 por cento no fim da tarde.

(Reportagem de José de Castro)

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