Felipe Rau/Estadão
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MB Associados e Caixa Asset vencem o Prêmio Broadcast Projeções de 2014

Promovido pelo 'Broadcast', serviço em tempo real da 'Agência Estado', o ranking reconhece as estimativas que mais se aproximaram do resultado dos indicadores econômicos em 2014

Denise Abarca, Maria Regina Silva e Flavio Leonel, Agência Estado

15 de junho de 2015 | 17h06

SÃO PAULO - A MB Associados e a Caixa Asset foram as grandes vencedoras do Prêmio Broadcast Projeções de 2014. É a primeira vez que as instituições ganham o prêmio, que está em sua nona edição. Em um ano marcado pela realização da Copa do Mundo de Futebol e pelas incertezas trazidas pelas eleições presidenciais, os economistas Sérgio Vale, da MB, e Rodrigo Soares de Abreu, da Caixa, foram os que mais acertaram as previsões para os indicadores macroeconômicos.   

Promovido pelo Broadcast, serviço de informações em tempo real da Agência Estado, o ranking reconhece as estimativas que mais se aproximaram do resultado efetivo dos indicadores em 2014, divididas em duas categorias. Na principal, Top 10 Geral, são avaliadas as previsões econômicas para sete indicadores: inflação medida pelo IPCA e pelo IGP-M, taxa de juros (Selic), câmbio (em dólar), Produto Interno Bruto (PIB), balança comercial e relação dívida/PIB. Já no Top 10 básico são classificadas as estimativas para inflação, câmbio e Selic. A MB Associados ficou em primeiro lugar na categoria Top 10 Geral e a Caixa Asset venceu na categoria Top 10 Básico. No ano passado participaram 24 instituições no Top Geral e 29 no Top Básico.

O diretor-geral da Agência Estado, Daniel Parke, destaca a importância do trabalho desses economistas. "Copa, eleição, volatilidade e agitação em múltiplas frentes fizeram de 2014 um ano especialmente difícil para os economistas acertarem suas projeções, portanto, os ganhadores merecem destaque especial. O trabalho assertivo que realizam é fundamental para a transparência e visibilidade que investidores e corporações necessitam para as decisões diárias e estratégias de negócios e investimentos", afirmou.  

Para 2015, é consenso entre os vencedores do prêmio que o Brasil enfrentará uma recessão em meio aos ajustes fiscal e monetário necessários para corrigir distorções na economia e pavimentar o caminho para a recuperação da atividade. A unanimidade acaba aí. Há divergência sobre o momento em que haverá a retomada do crescimento.

O economista-chefe da MB, Sérgio Vale, acredita em números negativos para o PIB tanto em 2015 (-1,5%) quanto em 2016 (-0,1%). Para ele, a sensação de "desastre total" na economia, com risco iminente de impeachment da presidente, Dilma Rousseff, ficou para trás. Nem por isso as perspectivas econômicas melhoraram significativamente. 

"Ainda há uma situação extremamente frágil, isso no começo de governo. São mais três anos e meio pela frente e vários riscos. O ajuste da economia deve durar uns quatro anos. É uma incerteza que se tem na figura da presidente Dilma", disse Vale, para quem o processo de piora no mercado de trabalho está longe de terminar e ainda vai afetar o consumo das famílias em 2016. 

Na Caixa Asset, o economista Rodrigo Soares de Abreu trabalha com a expectativa de números negativos para o PIB até o terceiro trimestre e queda de 1,3% para o dado fechado de 2015. "No entanto, a simples inflexão do movimento contracionista a partir do quarto trimestre não deve ser vista como o fim da recessão", disse. Ele ressalta que este é um conceito mais abrangente, que deve levar em conta não apenas a variação do PIB, mas uma série de indicadores de atividade. "Nossos modelos apontam para uma perspectiva de melhora mais consistente ao longo do primeiro semestre de 2016", afirmou Soares de Abreu, que trabalha com previsão de crescimento de 0,6% do PIB no ano que vem.

Para Marcelo Carvalho, economista-chefe para a América Latina do BNP Paribas, instituição que foi vice-campeã nas duas categorias do Ranking, a economia primeiro piora para depois começar a melhorar. "O segundo trimestre muito provavelmente será mais negativo que o primeiro, pelo efeito de carregamento estatístico e porque os dados preliminares não estão com cara boa. A economia deve afundar ainda mais. A recuperação começa mais para frente, em algum momento do segundo semestre", afirmou. A expectativa do banco é de retração de 2% para o PIB em 2015 e de crescimento de 0,5% em 2016.

Há diferenças, no entanto, da recuperação econômica esperada agora daquela que ocorreu depois da crise internacional de 2008 e 2009. "Naquela época, vínhamos crescendo num ritmo bom e, com a crise desencadeada com a quebra do Lehman Brothers, despencamos por dois trimestres, mas voltamos com força total. Esse ciclo agora é diferente", disse. Desta vez, a recessão não será tão profunda, mas a recuperação também não será tão rápida. 

Ranking Broadcast Projeções - Top 10 Geral

Instituições 

1º MB Associados

2º BNP Paribas

3º Itaú Unibanco

4º Caixa Asset

5º Bradesco Corretora

6º Banco Fibra

7º BB DTVM

8º Bradesco

9º Quest Investimentos

10º Bradesco Asset Management (Bram)

Ranking Broadcast Projeções - Top 10 Básico 

Instituições 

1º Caixa Asset

2º BNP Paribas

3º MB Associados

4º Bradesco Asset Management (Bram)

5º Quest Investimentos

5º Banco Safra

7º Itaú Unibanco

8º Banco Cooperativo Sicredi

9º BB DTVM

10º Tendências Consultoria Integrada

Fonte: AE Dados

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