McCain ataca democratas por críticas ao Nafta

O candidatorepublicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain,criticou os rivais democratas na terça-feira pela promessa derenegociar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte(Nafta), que, segundo os democratas, é responsável pelas perdasde empregos na área de produção nos Estados Unidos. Em um encontro na prefeitura de Saint Louis, no Estado doMissouri, McCain (senador do Arizona) também pediu aoCongresso, de maioria democrata, a aprovação de um tratado delivre comércio com a Colômbia, atualmente bloqueado noLegislativo. "Em questões de comércio, sou pelo livre comércio", disseMcCain a empregados da Savvis Internet Company, em um encontrodominado por perguntas sobre a abalada economianorte-americana. McCain, o provável indicado pelo Partido Republicano paradisputar as eleições de novembro, passa a semana viajando deEstado a Estado, levantando recursos para sua campanha, antesde uma viagem programada para o Oriente Médio e a Europa napróxima semana. O senador irá a Jerusalém, Londres e Paris como membro deuma delegação do Congresso. Ele disse que falará com os aliadosda Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) sobre oAfeganistão e a necessidade de se fazer um melhor trabalho naluta contra o retorno do Taliban ao poder. O candidato republicano disse que irá reafirmar as relaçõesque mantém com líderes locais, mas não irá intervir nosesforços dos EUA para promover a paz entre israelenses epalestinos. "Não acho que seja apropriado, que eu faça isso. Mascertamente irei me atualizar e tomar conhecimento da francadeterioração da situação." Nas semanas recentes, ambos os pré-candidatos democratas,Hillary Clinton e Barack Obama, aumentaram suas críticas aoNafta, tratado de livre comércio que une a economia dos EUA àsdo México e Canadá. Eles prometeram tirar os EUA do Nafta se o México e oCanadá não concordarem em renegociá-lo. Críticos culpam o Nafta, a inserção da China na OrganizaçãoMundial do Comércio e outros acordos comerciais por muitos doscerca de 3 milhões de empregos na área de produção industrialque os EUA perderam desde 2000. "Não acredito em isolacionismo e protecionismo", disseMcCain."Precisamos parar com estes golpes protecionistas contao Nafta."

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