McCann negocia compra da W

McCann negocia compra da W

Segundo fontes próximas da negociação, os principais termos do acordo já foram acertados, prevendo a incorporação da agência de Washington Olivetto, que ficaria como sócio e presidente da agência americana no Brasil, com o novo nome de W/McCann-Erickson

Marili Ribeiro, O Estado de S.Paulo

03 Abril 2010 | 00h00

A agência americana McCann-Erickson, uma das mais tradicionais redes globais de prestação de serviços de marketing, está próxima de assinar o acordo para incorporar a brasileira W/, do publicitário Washington Olivetto, que passará a ser sócio da empresa no País.

Segundo fontes próximas da negociação, os principais termos do acordo já foram acertados, mas ainda estão sendo discutidos alguns pontos do contrato. Se essas questões forem resolvidas, o acordo poderá ser assinado na próxima semana.

Se o negócio for fechado, a agência passará a assinar no Brasil W/McCann-Erickson. O novo nome é uma deferência especial a Olivetto, um dos nomes nacionais mais conhecidos no meio publicitário mundial. Olivetto ocupará o cargo de presidente da nova agência.

Negociações. Os boatos sobre a negociação entre as duas agências começaram há mais de dois meses. As partes desmentiram. Depois, o próprio Olivetto admitiu as conversas, mas também disse que achava que elas dificilmente seriam conclusivas, entre outras razões justamente porque queria preservar o nome da agência que fundou. Também porque gostaria de permanecer em atividade. Olivetto nunca escondeu que tem orgulho do papel que desempenha no setor.

A mudança no comando da McCann Erickson nos Estados Unidos com o novo presidente Nick Brian assumindo em abril, seguraram as negociações iniciadas por dois brasileiros que ocupam postos no staff de comando global da rede: Marcio Moreira, que há anos mora nos EUA, e Luca Lindner, que dirige a operação na América Latina.

Há algumas semanas, o presidente da McCann-Erickson Brasil, o executivo Fernando Mazzarolo, jantou com Washington Olivetto. Eles discutiram como seria a rotina da empresa caso o negócio fosse fechado. Era um sinal de que, finalmente, seriam acertadas as condições impostas por Olivetto.

Liderança. A McCann liderou por anos a fio o ranking das maiores agências do País elaborado pelo Ibope Monitor. Mas, desde a saída do dinamarquês Jens Olesen que de 1975 a 2005 comandou com mãos de ferro e imprimiu um estilo muito pessoal aos negócios da rede no Brasil, a agência vinha perdendo espaço.

A rede expandiu sua atuação global seguindo os passos do maior anunciante de seu portfólio, a Coca-Cola. Foi inclusive assim que desembarcou no Brasil. No último ano, entretanto, ela deixou até mesmo de integrar o time das dez maiores agências brasileiras.

A troca de liderança na sede global, com um profissional que se destacou em sua carreira com trabalhos realizados para plataforma online, assim como a eventual compra da agência de Olivetto no Brasil, fazem parte de um mesmo movimento de retomada de importância da McCann.

A McCann Erickson faz parte da McCann Worldgroup. As outras empresas do grupo são MRM Worldwide (gerenciamento de consumidor), Momentum (eventos e promoções), McCann Healthcare (comunicações de saúde), Universal McCann (serviços de comunicação), Weber Shandwick (relações públicas) e FutureBrand (consultoria e design). Com faturamento mundial de US$ 2,8 bilhões em 2008, o grupo está presente em 125 países.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.