McDonald´s e Coca-Cola garantem que boicote não afeta vendas

Representantes do McDonald?s e da Coca-Cola garantem que as vendas das duas empresas não estão sofrendo impacto das campanhas de boicote a produtos dos Estados Unidos, como forma de protesto contra a ação militar no Iraque.Símbolo da cultura norte-americana, as lojas da cadeia McDonald?s têm sido o principal alvo de protestos contra a guerra em todo o mundo, inclusive no Brasil. Ainda assim, a empresa registrou crescimento nas vendas em pelo menos uma grande cidade brasileira. Durante três manifestações em frente a lojas da rede em Belo Horizonte, as vendas das lanchonetes cresceram 20%, segundo a assessoria de comunicação do McDonald?s.Apesar dos protestos freqüentes em frente a suas lojas no Brasil, a empresa ainda não registrou depredações ou violência. Os funcionários foram instruídos a não reagir aos manifestantes, nem tentar expulsá-los das proximidades da lanchonete, bem como não fechar as lojas durante as manifestações - a menos que o protesto deixe de ser pacífico, como já aconteceu na Argentina, na Coréia do Sul, no Líbano e no Equador.Por sua vez, a Associação de Fabricantes Brasileiros da Coca-Cola se antecipou a possíveis quedas nas vendas e reagiu às campanhas de retaliação aos produtos norte-americanos. Em comunicado, a associação informa que gera 25 mil empregos diretos no Brasil e que destina mais de R$ 1 bilhão por ano para salários, benefícios e contribuições sociais.Os fabricantes da Coca-Cola fazem um apelo aos consumidores locais para que não se deixem levar "pelos apelos fáceis de boicotes que vão prejudicar, entre trabalhadores e empresários, a todos os brasileiros, impactando negativamente a economia do País?. ?A marca Coca-Cola pode ter sido criada nos Estados Unidos, mas é inquestionável que quando se compra uma Coca-Cola no nosso País, se está comprando um produto genuinamente brasileiro", diz o comunicado. A associação diz ser contra guerras e destaca que elas são assuntos de governos e não de empresas.

Agencia Estado,

10 de abril de 2003 | 16h14

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