McKinsey: governança valorizará papéis

As empresas brasileiras que se preocuparem com uma boa administração, respeitarem acionistas minoritários e garantirem transparência de informações - ou seja, tiverem uma boa governança corporativa - podem conseguir elevar seu valor de mercado em 22,9%.Esse foi o resultado de uma pesquisa da consultoria McKinsey realizada em abril junto à investidores institucionais internacionais. O levantamento contou com 90 respostas de administradores de um patrimônio de US$ 1,7 bilhão - 70% desses administradores investiam na América Latina e disseram que pagariam prêmio para empresas preocupadas em respeitar os acionistas.Os investidores avaliam que a melhor região do mundo para aplicações - em relação a estes quesitos - é a Grã-Bretanha, onde o prêmio pago chegaria a 17,9%. "A diferença entre Brasil e Grã-Bretanha parece pequena, mas não é porque deve-se levar em consideração a diferença de cinco pontos porcentuais entre os dois países, considerando-se a inflação e o juro real de cada um", explicou Stefan Matzinger, da McKinsey.Diretor aposta no BrasilO diretor da McKinsey, Jean-Marc Laouchez, salienta que essa disposição em pagar mais por ações de empresas com boa governança corporativa demonstra que as próprias empresas podem conseguir impulsionar seus preços, independente de iniciativas do governo. Para o executivo, o Brasil precisa melhorar bastante sua governança corporativa. "Aqui há forte concentração de ativos e direitos na mão de poucos investidores, grande superposição entre donos, diretores e executivos e concentração de decisões." Neste contexto de informalidade, segundo ele, a estrutura de governança corporativa e transparência não funciona.

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