MDIC: comércio de serviços chegará a US$ 5 tri ao ano

O secretario de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Humberto Luiz Ribeiro, destacou nesta quinta-feira, 29, o empenho brasileiro no comércio global de serviços que, segundo ele, "está na iminência de alcançar US$ 5 trilhões ao ano". "Enquanto o comércio global de serviços cresceu, na última década, na ordem de 150%, o ritmo do crescimento brasileiro foi de 292%", disse durante discurso no Encontro Nacional de Comércio Exterior de Serviços (Enaserv), promovido pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), em São Paulo.

CARLA ARAÚJO, Agencia Estado

29 de maio de 2014 | 12h09

O secretário afirmou ainda que, pelo fato de a esteira global "estar cada vez mais rápida, a palavra competitividade não pode sair do radar". Ribeiro disse ainda que a partir de agosto o MDIC divulgará de forma periódica a balança comercial de serviços brasileira.

Presente no evento, o diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luiz Eduardo Melin Carvalho e Silva, disse que é preciso reforçar a importância do setor de serviços para o País. Segundo ele, na última década, a balança de serviços decuplicou seu déficit. "Há dez anos, o déficit era de US$ 4,7 bilhões e hoje esse déficit ultrapassa US$ 40 bilhões", disse.

Segundo ele, o Brasil tem um enorme potencial e não pode ficar inerte frente a essa realidade. "É imperioso que nós queiramos equilibrar nossas contas externas", afirmou. O presidente da AEB, José Augusto de Castro, corroborou a ideia e afirmou que o Brasil precisa começar a reverter essa balança de serviços. "Temos de começar a exportar."

Também na mesa de abertura do evento, o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, disse que há algum tempo a questão dos serviços "não pesava tanto na preocupação do governo", mas que agora já existe uma participação significativa. Segundo ele, há formas de reverter a balança do segmento com ações de "curto, médio e longo prazo".

Barreto destacou que, além de ter o seu papel de administração tributária e arrecadação de impostos, a Receita Federal também tem desenvolvido parcerias para tentar aperfeiçoar modelos tributários que possam ampliar a competitividade nacional. "Temos uma agenda permanente."

De acordo com Barreto, o segmento de serviços é muito completo e precisa ser acompanhado de perto. "O desafio é grande", disse. Segundo ele, o governo trabalha para melhorar a balança do setor. "Se não para torná-la superavitária para ao menos reduzir o seu déficit", disse.

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