MDIC e sindicalistas discutem rotatividade na indústria

O titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Mauro Borges, reúne-se nesta quinta-feira com representantes das cinco principais confederações nacionais de trabalhadores na indústria filiadas à Central Única dos Trabalhadores (CUT). Os sindicalistas prometem pressionar o ministro para cobrar das empresas a rotatividade de trabalhadores - movimento que, segundo as confederações, ocorre com a demissão de empregados com salários altos para troca por mão de obra mais barata.

NIVALDO SOUZA, Agencia Estado

13 de março de 2014 | 18h49

De acordo com Paulo Cayres, presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM), na indústria de transformação a rotatividade aumentou de 52% para 64% do total da mão de obra contratada. "Isso acontece reduzindo o ganho do trabalhador, que perde em salário e vê o aumento da contração de terceirizados", afirmou ao Broadcast.

A presidente da Confederação Nacional do Ramo Químico (CNQ), Lucilene Varjão, disse que no ano passado o setor demitiu 30 mil trabalhadores e recontratou o mesmo número. "O problema é que os que entram ganham um salário menor e a maioria é terceirizada", disse.

As confederações da CUT pretendem pressionar o ministro para que a manutenção dos empregos será cobrada como condição para o governo conceder desoneração fiscal a setores da indústria, o que não estaria ocorrendo. "Não tenho nada com desonerar, desde que o benefício também vá para os trabalhadores", diz Cayeres.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Vestuário (CNTV), a Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira (Conticom) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação, Agroindústria, Cooperativas de Cereais e Assalariados Rurais (Contac) também participam da reunião no MDIC.

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