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MDIC: importação e exportação devem manter tendência

O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Welber Barral, disse hoje que importações e exportações deverão ter, em novembro, o mesmo comportamento que tiveram em outubro. Com isso, o secretário espera que as exportações mostrem uma igualdade em relação a novembro de 2008, quando já havia o efeito da crise internacional no comércio exterior.

RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

03 de novembro de 2009 | 17h31

Ele, no entanto, acredita que os dados de outubro indicam uma recuperação das vendas externas já que tradicionalmente há uma queda em relação a setembro. Nas importações, também houve uma reversão na tendência histórica, já que as compras em outubro cresceram em relação a setembro. "Devemos ter em novembro e dezembro algo muito similar dos últimos três meses (agosto, setembro e outubro)", avaliou o secretário. Para ele, as exportações, em dezembro, devem superar um pouco o resultado de dezembro de 2008. Há sinais de recuperação de mercados tradicionais, segundo o secretário, como os Estados Unidos, apesar de haver uma queda nas vendas de produtos agrícolas com o final da safra.

Do lado das importações, Barral previu que o aumento deve ocorrer principalmente em insumos, como reflexo da taxa de câmbio. "Tem havido um aumento contínuo das importações. Se o insumo nacional fosse mais barato, a indústria compraria aqui", afirmou. Da mesma forma, o secretário espera que o superávit comercial nos últimos dois meses do ano continue no mesmo patamar de setembro e outubro (cerca de US$ 1,3 bilhão). Para ele, a recuperação da balança comercial dependerá do ritmo de recuperação dos grandes mercados. Segundo Barral, o fator principal é a recuperação dos Estados Unidos e depois na Europa. Barral disse que o Brasil precisa investir mais no mercado norte-americano e aproveitar a recuperação da economia nos Estados Unidos. "A queda nas nossas exportações para os Estados Unidos foi muito grande e desproporcional à perda que outros parceiros tiveram", disse.

IOF

O secretário avaliou que foi bastante acertada a decisão do governo de taxar por meio do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) a entrada de capital estrangeiro no Brasil. Segundo ele, a medida será testada durante um ou dois meses e, se necessário, novas medidas poderão ser adotadas. Ele avaliou que a medida já se mostrou eficaz para manter o câmbio no patamar atual. Agora, segundo o secretário, é preciso avaliar no médio prazo.

"Tem gente no governo que acha que pode resolver a questão do câmbio com medidas ortodoxas. Não tem como resolver com medidas ortodoxas uma situação que é completamente heterodoxa, como o controle cambial feito pela China", disse. Barral, no entanto, disse que o Brasil não vai fazer controle de câmbio e que, por isso, precisa adotar medidas imaginativas, como a do IOF, sem afetar a credibilidade do País no mercado internacional.

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