Dida Sampaio/Estadão-01/12/2014
Dida Sampaio/Estadão-01/12/2014

MDIC prevê superávit da balança comercial de US$ 15 bilhões em 2015

Depois do déficit de 2014, resultado neste ano seria considerado 'fantástico', diz o ministro Armando Monteiro

MARIANA DURÃO E LUCIANA NUNES LEAL, O Estado de S. Paulo

01 de outubro de 2015 | 15h53

Diante da forte desvalorização do real, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) já trabalha com a hipótese de um superávit de US$ 15 bilhões para a balança comercial brasileira em 2015, afirmou o titular da pasta Armando Monteiro. Para 2016 a estimativa do ministro é que esse saldo supere os US$ 25 bilhões, também impulsionado pelo câmbio.

"Já é possível imaginar esse patamar (US$ de 15 bilhões), o que é um resultado fantástico, já que no ano passado tivemos um déficit de US$ 4,5 bilhões na balança", disse a jornalistas em evento na Associação Comercial do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, 01. Até setembro, de acordo com o MDIC, a balança acumula superávit de US$ 10,246 bilhões.

Apesar de admitir que a disparada do dólar - que classifica de "realinhamento" - dá ânimo aos exportadores, o ministro admitiu que o alto endividamento em moeda estrangeira de boa parte das empresas brasileiras preocupa, assim como a volatilidade excessiva da moeda. "É o lado negativo do câmbio", disse.

Para Monteiro, o patamar cambial de R$ 4 é razoável, mas não deve se sustentar por refletir o momento de instabilidade política e econômica. A expectativa é que o câmbio se estabilize em um patamar capaz de estimular ao setor exportador, considerado por Monteiro a saída diante da crise econômica doméstica que levará o País a "um resultado muito difícil no PIB industrial".

"O câmbio compensa algumas desvantagens. É importante considerar que nos dá uma janela, mas não é a solução de todos os problemas. Temos que enfrentar a agenda verdadeira: melhorar logística, investir em infraestrutura, reduzir custos sistêmicos e melhorar custo de capital", defendeu.

Petrobrás. Armando Monteiro defendeu o reajuste de combustíveis anunciado esta semana pela Petrobrás. "Significa que teremos uma política de preços realista, alinhada aos preços internacionais", disse. O ministro destacou que todas as empresas do setor enfrentam um momento difícil, com a queda do preço do barril de petróleo e a necessidade de revisão de planos de investimento e governança. Em sua avaliação, a nova direção da Petrobrás está endereçando as questões de forma adequada.

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