MEC: 'Educação não é sabonete' juros do cartão

Os empresários do ensino superior privado estão se mobilizando para barrar um projeto de lei de autoria do Ministério da Educação que propõe a criação de uma nova autarquia para fiscalizar as entidades do setor. Entre os artigos mais polêmicos, está o que determina que fusões e aquisições de empresas de educação terão de ser aprovados previamente pela autarquia - além de continuar passando pelo crivo do Cade.

O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2012 | 03h08

"O texto é confuso e não explica, por exemplo, sob que ótica as negociações serão avaliadas", diz Hermes Figueiredo, presidente do sindicato que reúne as empresas de São Paulo e dono da Universidade Cruzeiro do Sul. "Os processos já são morosos e o Cade também já interfere fortemente. Não entendemos a necessidade disso", afirma a executiva da Kroton, Gislaine Moreno. Amanhã, alguns dos principais executivos do setor devem se reunir em Brasília com representantes do MEC para discutir o assunto.

Sobre a crítica dos empresários, o ministro da Educação Aloizio Mercadante foi enfático: "Educação não é sabonete". Ele ressaltou que 75% dos estudantes do ensino superior estão em instituições privadas e boa parte deles integra programas do governo federal. "Não se trata de um setor da economia que produz sabão, mas que forma a maioria de nossa juventude. Portanto, precisa ser monitorado."

ENERGIA

Empresas do setor perdem uma JBS na bolsa em 2012

As 36 empresas de capital aberto que atuam no setor de energia viram seu valor de mercado despencar R$ 18 bilhões durante 2012, segundo levantamento da consultoria Economática. Foi como se o setor tivesse perdido o equivalente a uma JBS entre janeiro e setembro. Parte considerável dessa queda é reflexo das medidas anunciadas recentemente pelo governo federal para redução das tarifas de energia elétrica, que geraram um clima enorme de insegurança no setor.

CONSTRUÇÃO

A dura vida da Gafisa

Quando parece que a construtora está caminhando para solucionar um problema, esbarra em outro. Já faz quase duas semanas que o banco Rothschild está nas ruas com um mandato de venda de Alphaville - a empresa de loteamentos que mais tem dado alegria à Gafisa nos últimos meses e também uma das mais cobiçadas do mercado imobiliário. Mas são poucas as concorrentes que teriam condições, neste momento, de desembolsar o que a Gafisa está pedindo por Alphaville - algo em torno de R$ 1,8 bilhão. Quase todas as companhias do setor estão concentradas em entregar empreendimentos atrasados e organizar a casa. Cyrela, MRV e Eztec seriam as candidatas mais prováveis, mas o preço assustou, segundo uma fonte que tem acompanhando de perto as negociações. O valor pedido por Alphaville é sete vezes o seu patrimônio líquido. A Eztec, por exemplo, que é uma das empresas mais rentáveis do setor, vale na bolsa duas vezes o seu patrimônio. A Gafisa não comenta o assunto.

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