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Média empresa é a que mais demite em São Paulo

A média empresa foi a que mais demitiu em fevereiro em São Paulo, de acordo com o Observatório do Emprego da Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho, elaborado junto com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (Fipe), com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.

CAROLINA RUHMAN, Agencia Estado

24 de março de 2009 | 16h28

De acordo com o levantamento, as empresas com 250 a 499 funcionários foram responsáveis por 16% das demissões em fevereiro, o dobro da média dos anos de 2005 a 2007, que foi de 8%. As empresas com 50 a 249 funcionários, que também podem ser consideradas empresas de tamanho médio, demitiram 24% do total, também acima da média dos anos anteriores, que foi de 22%. Juntas, portanto, essas duas categorias de empresas médias demitiram 40% do total. Já as grandes empresas, aquelas que empregam mais de 500 funcionários, foram responsáveis por 18% das demissões em fevereiro, abaixo da média de 20% dos anos anteriores. As microempresas, aquelas que possuem até 9 funcionários, foram responsáveis por 18% das demissões, e as pequenas empresas, com 10 a 49 funcionários, por 24%.

"As pequenas empresas ainda têm uma proteção da legislação, do Simples, e as grandes têm acesso ao BNDES. A média não, ela está cortando na carne", afirmou o secretário estadual do Emprego de São Paulo, Guilherme Afif Domingos. Esse movimento "prenuncia um processo muito forte de destruição das médias empresas brasileiras". Segundo ele, este processo já vinha sendo verificado antes de a crise financeira internacional atingir o País. "A média empresa ficou no meio do caminho e agora, na crise, demonstra sua falta de fôlego."

O Observatório do Emprego também mostrou que os paulistanos que perderam o emprego em fevereiro foram os funcionários mais antigos. De acordo com o estudo, o tempo médio do vínculo dos demitidos com as empresas foi de 23 meses em fevereiro, resultado acima da média de 2005 a 2007, que foi de 19,8 meses, e também da média nacional em fevereiro de 2008, de 17,6 meses. Também houve um aumento da participação dos trabalhadores com maior escolaridade no total de demitidos: em São Paulo, os demitidos que possuíam de 9 a 11 anos de estudo representaram 54,7% do total, resultado bem acima da média de 2005 a 2007, que foi de 45,7%.

Com relação à idade, a pesquisa apontou um aumento das demissões de funcionários com 40 a 64 anos, de 18,8% na média de 2005 a 2007 para 19,7% em fevereiro. Esta alta ocorreu junto com a diminuição na demissão dos trabalhadores com até 29 anos, de 55,2% do total na média de 2005 a 2007 para 54% em fevereiro. As demais faixas etárias apresentaram resultados em linha com a média histórica. Também foi constatado um aumento relativo do porcentual de mulheres que perderam o emprego. Enquanto a média histórica foi de 34,6% no Estado, o resultado foi de 36,6% em fevereiro deste ano.

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