Média semanal de exportações cai 11,6% e diária, 5,7%

A média das exportações brasileiras na segunda semana do mês de julho, de US$ 848,0 milhões, ficou 11,6% abaixo da média da primeira semana, que foi de US$ 958,8 milhões. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que divulgou o resultado nesta segunda-feira, 15, houve queda nas três categorias de produtos: manufaturados, semimanufaturados e básicos. A maior queda foi de semimanufaturados, com 20,3%.

LAÍS ALEGRETTI, Agencia Estado

15 de julho de 2013 | 15h53

A diminuição é resultado, segundo o governo, da retração nas vendas de produtos semimanufaturados de ferro/aço, ligas de alumínio, açúcar em bruto e borracha sintética e artificial. Já a redução nas vendas de produtos básicos, que foi de 17,5%, ocorreu devido principalmente a petróleo em bruto, farelo de soja, trigo em grãos e café em grãos. A queda de 1,9% da venda de manufaturados ocorreu em razão de aviões, etanol, óleos combustíveis, motores e geradores elétricos e máquinas para terraplanagem.

Por outro lado, a média das importações cresceu 5,7% na comparação com a primeira semana do mês. A explicação, segundo o ministério, está no crescimento nos gastos com combustíveis e lubrificantes, veículos automóveis e partes, adubos e fertilizantes plásticos e cereais e produtos de moagem.

Médias diárias

A média diária das exportações brasileiras até a segunda semana de julho ficou 5,4% abaixo do registrado em julho do ano passado. O MDIC aponta que o resultado se deve à diminuição de 38,5% na venda externa de semimanufaturados e de 6% na exportação de produtos básicos. Só a venda de manufaturados apresentou crescimento, de 7,9%.

Na comparação com junho deste ano, também houve queda na média diária das exportações, de 14,5%. Nesse caso, caíram as vendas de produtos semimanufaturados (28,5%), básicos (14%) e manufaturados (11,5%).

A média diária de importações até a segunda semana de julho ficou 14,7% acima da média do mesmo mês do ano passado e 0,4% superior a junho deste ano. O governo aponta que, na comparação com o ano passado, cresceram os gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes, farmacêuticos, instrumentos de ótica e precisão, siderúrgicos e aparelhos elétricos e eletrônicos. Em relação ao mês passado, aponta o ministério, houve crescimento principalmente devido a combustíveis e lubrificantes.

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