Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Governo autoriza reajuste de quase 11% nos preços dos remédios

Porcentual de aumento máximo anual é definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão interministerial responsável pela regulação desse mercado

Sandra Manfrini, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2022 | 21h28
Atualizado 01 de abril de 2022 | 08h46

BRASÍLIA - O aumento de até 10,89% no preço dos medicamentos, já informado pelo Sindicato dos Produtos da Indústria Farmacêutica (Sindusfarma), foi autorizado pelo governo federal nesta sexta-feira, 1º, em publicação no Diário Oficial da União.

O porcentual de reajuste máximo anual é definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que é o órgão interministerial responsável pela regulação do mercado de medicamentos.

O aumento foi justificado com base em uma nota técnica do Ministério da Economia. A fórmula de cálculo para o reajuste dos medicamentos leva em consideração a inflação medida pelo IPCA, que foi de 10,54%; mais a produtividade do setor (fator X), que foi de zero; o fator de ajuste de preços relativos entre setores (Y), que foi de 0,35%; o fator de ajuste de preços relativos intrassetor (Z), que foi de zero. 

Segundo o Sindusfarma, o aumento dos preços deve atingir cerca de 13 mil apresentações de medicamentos disponíveis no mercado varejista brasileiro.  "Mas o reajuste não é automático nem imediato, pois a grande concorrência entre as empresas do setor regula os preços: medicamentos com o mesmo princípio ativo e para a mesma classe terapêutica (doença) são oferecidos no País por vários fabricantes e em milhares de pontos de venda", diz o sindicato em nota.

O presidente executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini, destaca que, "dependendo da reposição de estoques e das estratégias comerciais dos estabelecimentos, aumentos de preços podem demorar meses ou nem acontecer".

 

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