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Médico assume em julho direção do Banco Mundial

O médico coreano-americano Jim Young Kim foi escolhido ontem para presidir o Banco Mundial por cinco anos, a partir do dia 1.º de julho, no lugar de Robert Zoellick. Kim foi indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. O processo de escolha deu-se conforme a tradição ditada desde a reunião de Bretton Woods, em 1945. Ou seja, prevaleceu a indicação dos EUA, com apoio europeu, em detrimento das duas candidaturas de países emergentes.

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2012 | 03h05

Kim competiu com a ministra de Finanças da Nigéria, Ngozi Okonjo-Iweala, veterana do Banco Mundial, e com o ex-ministro de Finanças da Colômbia José Antonio Ocampo. Mas, até a reforma do sistema de cotas dos membros do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, não haverá possibilidade de indicações do mundo em desenvolvimento prevalecer. EUA e Europa, juntos, contam com mais de 51% do capital acionário de ambas as instituições.

Embora o Brasil tenha declarado quase no momento das eleições o apoio à candidata nigeriana, a decisão serviu como uma forma de o governo marcar, mais uma vez, sua posição crítica à condução de organismos multilaterais. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, fez o anúncio do apoio poucas horas antes de o Banco Mundial declarar a vitória do candidato apoiado pelo governo dos EUA.

Mantega aproveitou a ocasião para, na verdade, mandar um recado para Kim. Segundo o ministro, não haverá envolvimento dos países emergentes na atuação da instituição se o novo presidente não promover reformas que garantam a eles mais cargos. Mantega disse que essa é a posição de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que formam o chamado grupo Brics.

Do Peru, em um tour global que começou depois da indicação de Obama, Kim indicou que dará mais voz aos emergentes. "Vou buscar um novo alinhamento do Banco Mundial com um mundo em rápida transformação."

Presidente do Dartmouth College, Kim é cofundador da instituição Parceiros na Saúde. Aos 52 anos, ele nasceu na Coreia do Sul e emigrou com a família aos EUA com cinco anos.

Ao indicar Kim, Obama acentuou ter chegado a hora de um "profissional do desenvolvimento liderar a maior agência de desenvolvimento do mundo". / DENISE CRISPIM MARIN e RENATA VERÍSSIMO

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