Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

Médico exportou modelo brasileiro

O candidato do governo de Barack Obama para o posto de presidente do Banco Mundial, Jim Kim, foi o responsável na Organização Mundial da Saúde (OMS) há quase dez anos por exportar o modelo brasileiro de combate à aids para o nível global. Kim, em 2004, implementou uma verdadeira revolução na forma de a entidade lidar com a doença, com base na experiência brasileira e com a orientação de Paulo Teixeira, pioneiro do Programa de Combate à Aids no Brasil.

JAMIL CHADE , CORRESPONDENTE / GENEBRA , O Estado de S.Paulo

24 de março de 2012 | 03h07

Kim estabeleceu que 3 milhões de pessoas no mundo teriam de ser beneficiadas com a entrega de remédios contra a aids de forma gratuita até 2005. O prazo acabou se ampliando até 2007. Mas a realidade é que, desde então, Kim convenceu a comunidade internacional que o posicionamento do Brasil era a melhor forma de combater a aids.

Kim ainda seria um dos primeiros nos países ricos a sair em defesa do uso de remédios genéricos para garantir o acesso da população mundial aos tratamentos. Em 2004, em uma entrevista exclusiva ao Estado, o candidato para o posto de presidente do Banco Mundial deixava claro que sua meta era conseguir que o coquetel para o tratamento tivesse seu preço drasticamente reduzido.

Naquele momento, o tratamento custava no mínimo US$ 140 por ano por paciente. Sua meta era a de reduzir o preço para apenas US$ 50. Segundo ele, em alguns países da América Central, o tratamento chegava a custar mais de US$ 5 mil por paciente por ano. "Se conseguirmos reduzir o preço, estaremos promovendo uma revolução no combate à aids."

Para chegar a esses valores, porém, Kim reconhecia que o coquetel teria de ser composto também por genéricos, já que as empresas multinacionais não teriam condições de oferecer remédios a esse preço.

A outra condição era que os governos colocassem em funcionamento redes de distribuição de remédios e sistemas de saúde que possibilitassem que os pacientes fossem tratados nos moldes da experiência brasileira. Naquele momento, apenas 440 mil pessoas em todo o mundo estavam recebendo remédios gratuitamente. Dessas, metade estava no Brasil.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.