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Médico recomenda que Eliana Tranchesi cumpra pena em casa

Empresária foi presa pela PF hoje, após condenação a 94 anos de cadeia por crimes fiscais e contrabando

Fabiana Marchezi, da Central de Notícias,

26 de março de 2009 | 15h52

A Daslu divulgou na tarde desta quinta-feira, 26, um relatório médico assinado pelo médico Sérgio Daniel Simon, oncologista do Hospital Albert Einstein, responsável pelo tratamento da empresária Eliana Tranchesi, 53. No relatório, o médico afirma que o estado de saúde de Eliana é delicado e que ela está em tratamento de quimioterapia e radioterapia. "Não deve permanecer em prisão comum, sendo mais seguro a prisão domiciliar com os cuidados médicos apropriados", afirma. A empresária, dona da Daslu, foi presa pela Polícia Federal hoje pela manhã, após condenação de 94 anos de cadeia em processo de crime fiscal e contrabando.

 

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A advogada Joyce Roysen, que atua na defesa da empresária considerou a sentença de 94 anos aplicada à empresária "totalmente descabida" e sua prisão "ilegal e arbitrária". Para a advogada, não há qualquer base legal para a prisão da empresária: "Ela tem o direito constitucional de recorrer em liberdade".

 

A advogada também disse que o estado de saúde de Eliana é delicado, o que "torna toda a situação ainda mais dramática e com requintes de crueldade", mas afirmou que o direito de Eliana à liberdade independe de sua saúde.

 

Veja a íntegra do relatório:

 

Relatório Médico

 

A Sra. Eliana Maria Piva de Albuquerque Tranchesi encontra-se sob meus cuidados médicos desde março de 2009. A paciente é portadora de Adenocarcinoma de Pulmão com metástases em coluna lombo-sacra e por esse motivo encontra-se em tratamento radioterápico e quimioterápico.

 

A paciente recebeu dose de quimioterapia em 21 de março de 2009 com as drogas Alimta, Carboplatina e Avastin.

 

Na fase em que se encontra atualmente, a paciente necessita de cuidados médicos diários, para a aplicação subcutânea de medicação e controle de exames de sangue.

 

Devido ao uso de quimioterapia, a paciente tem alto risco de infecção generalizada, motivo pelo qual está recebendo medicação diária.

 

Além disso, o uso de Avastin aumenta o risco de crises de hipertensão arterial e sangramento, e também necessitam de atenção médica continuada.

 

Por esses motivos, creio que a mesma não deva permanecer em prisão comum, sendo mais seguro a prisão domiciliar com os cuidados médicos apropriados.

 

São Paulo, 26 de março de 2009.

Dr. Sérgio Daniel Simon

Prof. Oncologia UNIFESP

Depto. Oncologia Hospital Albert Einstein

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