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Medida é uma das cartas que o governo tem na manga

Apesar da negativa do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre a possibilidade de aumentar a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para a entrada de capital externo no País, a medida é uma das cartas que o governo tem na manga para conter a queda do dólar. O problema cambial afeta não só o Brasil, e tem causado grande preocupação no governo. O nível atual do dólar, na visão da Fazenda, já estaria causando danos à indústria nacional. Não foi à toa que Mantega já usou a expressão "guerra cambial".

Bastidores: Fabio Graner e Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2010 | 00h00

Segundo fontes ouvidas pelo Estado, passada a capitalização da Petrobrás, o governo avalia a perspectiva de fluxo cambial antes de lançar mão de tal iniciativa. No radar, está a onda de captações externas de empresas brasileiras. A elevação do IOF é uma medida que os integrantes da equipe econômica veem como "extrema".

Uma fonte do Ministério da Fazenda disse que as conversas de integrantes do governo na próxima reunião do FMI serão fundamentais para a avaliação do governo. A decisão do sempre cauteloso presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, de declarar em Londres que a porta para elevar o IOF está aberta, foi mais um sinal de que a medida poderá ser adotada. Uma fonte do governo interpretou a fala de Meirelles como uma tentativa de postergar o uso do FSB para operar no mercado de câmbio. Isso porque o "efeito gogó" ajudaria a conter ou até desvalorizar o real ante o dólar, o que de fato ocorreu ontem.

Ontem à tarde, o rumor de que o aumento do IOF ocorreria depois da eleição causou preocupação na Fazenda, com a interpretação de que o vazamento de tal medida poderia gerar um aumento no ingresso de dólares nos próximos dias. Por isso, Mantega negou a notícia, ainda que tenha mantido a possibilidade em aberto, ao usar a expressão "neste momento".

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